31.12.05

boas entradas e �timas sa�das!

depois acham que a gente � que tem um humor estranho.
fui procurar uma foto para ilustrar o nobre desejo de um ano novo cheio de fuma�a ninja e for�a na peruca, e encontrei isso: MORDOMO URUGUAIO ROUBOU PERUCA PRETA DE BIBI.
(em tempo: bibi ferreira � bi. e da�?)
eu sempre penso nisto: quando a gente acha que encontrou algo mais al�m, tale quale dulce veiga, a realidade mostra que consegue ser melhor. pe�o agora um brinde � realidade - talvez n�o muito agrad�vel, mas sempre marota.
e "boas entradas e �timas sa�das" � voto de feliz ano novo inventado pela minha av� - ou�o isso desde pequena. e se estou aqui � para seguir a tradi��o, como n�o?

30.12.05

...evid�ncias...
� claro que penso em voc� e escrevo seu nome em um caderno velho e usado - cheirando a p� e solu�ando manchas -, hora com letras firmes que ferem o papel, sangrando tinta do outro lado da p�gina onde se encontra uma conta de multiplica��o, hora com letras t�o leves que a tinta mal escapa da caneta e os contornos das letras exigem da imagina��o um exerc�cio de caligrafia. � claro que escuto seu cheiro de maresia penetrandomeusouvidosroucos e vejo nas nuvens centenas de ondas ganhando forma e tamanho, como se fossem derrubar o sol, inundar Saturno, criar lagoas nas crateras da lua, expulsar os p�ssaros para o ch�o e trazer sem asas os peixes para o c�u, mas as ondas crescem assustadoras para depois desmancharem-se calmas em alguma praia da Bahia. � claro que engulo ignorante e primata o seu tempero musculoso e flagro minha boca salivando cachoeiras ao mastigar um peda�o generoso de panturrilha mal passada, acompanhada de seios sem gorduras, a l�ngua organizando o tr�fego e o resto do corpo avan�ando o sinal. � claro que leio suas met�foras sortidas e catalogo todas elas com a precis�o bagun�ada dos bibliotec�rios em estantes e instantes guardadas na lembran�a, para depois consult�-las e us�-las nas situa��es de grande utilidade, como informar a crian�as onde comprar vaga-lumes com pilhas novas ou escrever nos postes mensagens que olhos perdidos acabam esbarrando: os apaixonados criam estrelas na palma da m�o caso sintam fome durante o dia. � claro que compreendo seus sil�ncios e por isso afino meus olhos. � claro que contabilizo seus sorrisos e me contor�o em tenta��es para jog�-los, um por um, sobre equa��es que respondem a qualquer d�vida, ang�stia ou mist�rio da humanidade, seja a cor dos olhos de Deus ou o gosto do beijo de Cle�patra, por�m, a �nica vez que usei seus sorrisos foi para saber se girass�is entristecem quando chega a noite e a equa��o resultou, exata, que eles dormem para sonhar com o sol. - � do alisson, amigo querido e sumido. li e fiquei besta, sorrindo e suspirando.

29.12.05

sobre gram�ticas

h� quem precise do avesso da l�ngua. h� quem o mere�a. e por fim, h� os que o podem imaginar. - ale.

ela n�o � sopa

e a querida br�gida campbell mostra seus trabalhos num bel�ssimo site. deleitem-se.

amigolcuto

a� est� a lista de presentes do �ltimo amigolcuto de meus companheiros de �rea de atua��o & folguedo. anos 80, inutens�lios e afins. cria��o coletiva. postagem atrasada. kit cadar�o (mix de cores)::co�a-costas, co�a-tudo:: mata mosca:: caneca (para ir ao microondas do Mais):: caixa de band-aid (com desenho):: bucha vegetal (do mercado central):: kit costura (agulha, linha, bot�o):: cordinha de seguran�a para �culos:: m�scara para dormir:: suti� de orelha:: pente de bolso e espelhinho:: agenda de telefone (do paulo coelho):: pomada min�ncora e hypogl�s (e outros):: rel�gio de pulso (shopping oi):: dicion�rio de rima:: jogo de carimbo de bonequinhos:: cartela de adesivos (barbie, bob esponja, ...):: fuma�a ninja:: echarpe:: livro do carpinejar:: enxada pra capinar:: megafone:: matraca:: baralho pra jogar truco:: garrafinha para �gua:: lanterna para bolsa:: bolinha de gude:: travesseiro com bra�o (da hebe):: mola maluca:: �culos do chaves:: livro "como fazer amigos e influenciar pessoas":: ma�o de cigarro do paraguai:: caneta de dez cores (para monitores de portugu�s):: clips de pl�stico coloridos:: giz chin�s:: livro de piadas do costinha:: esmalte da sandy:: radinho de pilha:: ludo, pega-vareta, resta-um, sobre-e-desce:: capa de sof� bordados da dinha (cinco reais!) com m�scara do filipe da dinha:: mil pulos:: bambol�:: el�stico (pra pular):: frescobol:: estrelinha e planetas fluorescentes adesivas pra colocar no teto do quarto:: disco do menudo:: massinha:: lu patinadora e lu esquiadora:: acquaplay:: futebol de bot�o:: pulseira de r�gua:: agarradinho:: i�-i� da coca-cola:: sabre de luz:: negocim de fazer bolinha de sab�o:: blusa de telinha:: o saco do papai noel (cheio de presentes):: cartola de m�gico:: corrente grossa de ouro e crucifixo grande:: boneco de posto:: baralho para m�gica:: piscina de bolinha colorida:: gmagazine do vampeta:: pega-peixe:: corretivo:: auricedina "se a crian�a acordou... dorme, dorme, filhinha...":: invisible bra:: kit macumba fashion mega hair (velas preta e vermelha, farofa, pinga, derby, caldo knorr de galinha preta, encruzilhada e fuma�a ninja):: chap�u coco e sapato bicolor pra ir ao samba:: suspens�rios:: lista de sugest�es de presente de amigo oculto:: vassouras princesinha ou feiticeira (para crian�a):: palavra-cruzada (dif�cil):: almofada peidof�nica:: saco de risada + p� de espirro:: escudo do erick (caverna do drag�o):: corda multi-uso da mulher maravilha:: pogo bol da barbie:: capa da sheila (n�o a carvalho, mas a da caverna do drag�o):: dicion�rio de id�ias e afins do herm�nio sargentim (n�o vale do coronelzim):: disco da lady zu:: castanho:: buzina de bicicleta:: blusa do sidney magal:: anel dos super-g�meos (ativar!):: rel�gio digital que tem a voz do silvio santos falando as horas (voc� pode adquiri-lo em uma das lojas do ba�):: p� de pirlipipim:: macaquinhos yoga (para evitar o efeito estufa gatuxa mega master):: anel do humor:: o s�timo selo (pra completar o �lbum!):: peruca (lady, odete roitman ou susan sontag):: passagem de idevinda pra pas�rgada:: leque do lokomia:: patins de bota branca:: total shape:: materiais b�sicos para a constru��o de uma bomba at�mica:: envelope com as contribui��es para a festa do amigo oculto:: gram�tica do mesoclismo:: sandu�che de presunto do chaves::

28.12.05

meu av�

quando eu era pequena meu av� contava hist�rias da marinha e da guerra. explicava o funcionamento dos torpedos e como aprendeu a nadar. me colocava sentada ao lado dele, no espa�o vago entre o corpo e a poltrona. quando eu nasci ele j� estava cego, mas brincava comigo de "enquanto seu lobo n�o vem", na varanda da casa. dan�ava comigo, com os meus p�s sobre os dele. cortava ma�� bem fininha pra mim. pedia pra minha av� comprar rocambole, porque eu gostava. e eu n�o gostava, mas nunca contava para n�o desagrad�-lo. sempre tinha guaran� ant�rtica champagne na casa dele - e eu tomava de colher. quando ele viajava pro rio sempre trazia um disco pra mim, bal�o m�gico ou hist�rias infantis. ele tinha um colch�o de molas, onde eu n�o podia pular. � noite eu me deitava do lado dele. gostava de ouvi-lo cantar: "mo�a bonita, casa comigo que eu te dou um sapato branco. depois de casada, nem sapato, nem tamanco". eu imaginava que, pra casar, s� podia ser de sapato branco mesmo, mas n�o entendia por que depois a mulher n�o ia ganhar mais nada - e como ia fazer s� com um sapato branco na vida? eu dizia isso a ele. ele ria e me explicava pela d�cima vez algo que eu nunca entendia - e que n�o me lembro agora pra poder contar.

27.12.05

frase da semana (passada)#1

"� tudo junto - ou separado?" - frase que carol para problematizar varios assuntos. (experimente conversar assim tamb�m)

A liberdade de Irivir

Lenda m�tica dos Alpes palestinos mong�is... Conta-se que numa noite de muita chuva uma mulher sem l�ngua pariu uma crian�a feia e de cabe�a grande. Teve depress�o p�s-parto. Olhou a criatura rec�m nascida, p�s o nome de Irivir e o pendurou na ponta da asa de uma periquita albina. Mandou a estranha ave partir e fugiu com um campon�s cambota. O menino, voando por sete anos seguidos, foi parar em uma ilha do Pac�fico. Despediu-se de sua m�e adotiva e de seus tr�s irm�os periquitos. Precisava seguir seu destino. Ao olhar uma �rvore desfolhada e triste, pensou que ali poderia encontrar sua t�o sonhada liberdade. Queria escalar aquela copa alta e avistar o mundo. Gastou nisso dezoito anos e quando percebeu estava barbudo e fedido. Do alto n�o via nada que pudesse ser alcan�ado. Olhou para baixo. A �rvore ainda estava ali, desfolhada e triste. Queria ir. Percebeu que no tronco daquela velha amiga havia um furo que a atravessava ao meio. Enfiou o bra�o e teve uma sensa��o boa. N�o conseguiu mais sair. Queria rir. Sua vida era uma piada. Aquele era um fim estranho para quem s� queria a liberdade, seu direito de ir e vir. Preso estava e preso ficou. Irivir jamais saiu, jamais pode ir nem vir. Dizem que muitos anos se passaram e Irivir foi, cada vez mais, penetrando no velho tronco. Ele vivia com um sorriso enigm�tico. Um dia, contam os antigos, ele acabou desaparecendo entre a seiva. A velha �rvore entortou pro lado esquerdo e deu um fruto roxo. Uma menina que ali passava comeu aquela ex�tica iguaria e sentiu uma sensa��o estranha. Riu como se entendesse tudo. Dormiu durante um m�s, acordou e foi embora. Nunca mais ningu�m soube dela, nem de nenhum outro fruto, nem de Irivir, nem de sua m�e, nem da periquita albina. A velha �rvore continua l�, desfolhada e triste. - esse texto, de autoria de larangia nh�agola, famosa escritora camaronesa desaparecida em meados do in�cio do s�culo XVIII, foi recebido pela m�dium soprano lu moreno. � o mesmo que foi encontrado no dia 30/09, na Samora Ocidental.

eu sou bi. sempre bi. eu sou bi demais.

sei que a not�cia � velha, mas n�o resisto. ana carolina chocou a sociedade brasileira na semana passada ao assumir, na capa da revista Veja S�!, que gosta de homem. e que, al�m disso, � bi. como esse � um assunto de grande import�ncia nacional, outras personalidades resolveram sair do arm�rio. Abaixo veja quem (?) tamb�m disse a frase da cantora mineira e da semana (passada): Sou bi. E da�? (V� pra Jacare�, poder-se-ia responder.) Veja s� e coloque o cursor sobre as fotos, por obs�quio: jos� mindlin � bibli�filo jos� mindlin � bi. e da�? ........................ gugu, o liberado, � b�pede gugu � bi. e da�? ........................ marcel duchamp foi bibliotec�rio... marcel duchamp ... assim como borges... jorge luis borges ...e bataille. georges bataille eles s�o bi. e da�? ............... e eis a verdadeira liberdade de Irivir.

23.12.05

aguardem: o direito de irivir, de larangia nh'agola, psicografado por lu moreno. em breve.
31 Caminhos que v�o a parte nenhuma entre dois prados, dir-se-ia de seu fim em suma arte desviados. Caminhos que n�o s�o freq�entemente mais que um lapso entre o puro espa�o e a esta��o. - R.M. Rilke, de "A pequena cascata", Quadras do Valais >>>>> as tradu��es s�o do jos� paulo paes<<<<<<< A minha vida eu a vivo em c�rculos crescentes sobre as coisas, alto no ar. N�o completarei o �ltimo, provavelmente, mesmo assim irei tentar. Giro � volta de Deus, a torre das idades, e giro h� mil�nios, tantos... N�o sei ainda o que sou: falc�o, tempestade ou um grande, um grande canto. - R.M. Rilke, de O livro das horas

16.12.05

afe.

14.12.05

II Ama-me. � tempo ainda. Interroga-me. E eu te direi que o nosso tempo � agora. Espl�ndida avidez, vasta ternura Porque � mais vasto o sonho que elabora H� tanto tempo sua pr�pria tessitura. Ama-me. Embora eu te pare�a Demasiado intensa. E de aspereza. E transit�ria se tu me repensas. VI Sorrio quando penso Em que lugar da sala Guardar�s o meu verso. Distanciado Dos teus livros pol�ticos? Na primeira gaveta Mais pr�xima � janela? Tu sorris quando l�s Ou te cansas de ver Tamanha perdi��o Amor�vel centelha No meu rosto maduro? E te pare�o bela Ou apenas te pare�o Mais poeta talvez E menos s�ria? O que pensa o homem Do poeta? Que n�o h� verdade Na minha embriaguez E que me preferes amiga pac�fica E menos aventura? Que � de todo imposs�vel Gardar na tua sala Vest�gio passional Da minha linguagem? Eu te pare�o louca? Eu te pare�o pura? Eu te pare�o mo�a? Ou � mesmo verdade Que nunca me soubeste? - Hilda Hilst, "Dez chamamentos ao amigo", J�bilo, mem�ria e noviciado da paix�o.

as frases da semana

domingo o feiti�o da covardia - mel ter�a-feira 13 n�o vou dar o rabo a torcer - segundo dot�ra tatiana, frase dita por raquel. ent�o voc� acha que eu, maria do socorro, vou segurar seu pinto?! - frase ouvida pela tia de dot�, nos idos anos 1960, no cine metr�pole, em belorizontem.

7.12.05

Tocado o cora��o logo se agita e arqueja 'Amor' um peixe alucinado que tenta tirar seu f�lego da carne do ar E n�o h� ningu�m ali para escutar sua morte no meio das moitas tristes por onde o mundo passa em riste numa efus�o de atrasos e de asfalto - Lawrence Ferlinghetti, Um parque de divers�es da cabe�a

4.12.05

o outro

ao menos voc� � mais gentil neste espa�o do que no da c. agrade�o a lisura... mas se n�o � encosto, como disse, o que voc� �

3.12.05

R� MENOR fazendo versinho querendo carinho L� EM CASA � ASSIM meu amor diz que me ama mas jamais me d� um beijo pra continuar rejeitado assim prefiro viajar para a Europa ENCONTRO DESMARCADO admiro muito meu amor porque sempre est� por perto de si mesma e longe de mim e eu tenho andado muito longe de mim e perto de si mesma ESTILOS TROCADOS Meu futuro amor passeia - literalmente - nos p�ncaros daquela nuvem. Mas na hora de levar o tombo adivinha quem cai. HAPPY END o meu amor e eu nascemos um para o outro agora s� falta quem nos apresente - Cacaso, Beijo na Boca
The Promenade, Chagall .contando os vestidos dela enquanto jo�o canta "� tarde" precisamos ir agora com licen�a.
ATRA��O FATAL Veio s� aportou foi demais arrasou um redemoinho de emo��o Balan�ou provocou a melhor sensa��o pois pegou em cheio o cora��o N�o foi no p� n�o foi na m�o nem muito menos na cabe�a foi direto ao cora��o Passou ligeiro pela boca se embrenhou pela garganta e foi direto ao cora��o O nariz desprezou o olhar nem olhou pra chegar depressa ao cora��o N�o quis boquinha bonitinha nem corpinho gostozinho foi direto ao cora��o E ali ficou ponto final se acomodou achou legal Pegou o pulso fundamental reproduziu batendo igual Entrou no tempo uma atra��o fatal Batendo junto batendo igual no mesmo pulso amor total Com devo��o De cora��o Veio s� aportou se alojou no peito - Luiz Tatit

patricia mc quade

o �nico problema de versos travessos � que n�o d� pra comentar. em compensa��o lemos, de boca fechada e olhos arregalados, os belos poemas da querid�ssima patricia mc quade e da dela filha-abelha d�bora...

1.12.05

for�a na peruca & tang na solange

A SOLANGE Morreu a Solange, e o sino tange languidamente tange l� longe mui lentamente. Tange que tange plangentemente l� longe tange pela Solange dolentemente. Tange l� longe pela Solange tange plangente tange e abrange a alma da gente. - Elviro Rocha Gomes. encontrei esse poema por a� e me lembrei de um do Bernardo Guimar�es, o Imbat�vel - o primeiro pior poeta de que o Brasil (n�o) teve not�cia: GENTIL SOFIA BALADA Fia j� minha Sofia, Fia Enquanto eu fa�o esta ceia, Eia! Est�s hoje com tamanha Manha, Que n�o sais dessa janela; Nela Queres ver os estudantes Antes Do que acabar depressa Essa Tarefa, que a� fica � banda, Anda!... Pega j� no teu servi�o; Isso!... Antes que as ventas te esbarre! Arre!... (...) Minha av�, n�o vos zangueis: Eis, Como o caso sucedeu: Eu J� casei com esse inocente Ente A quem votais t�o ser�dio �dio, A ele, a quem agradei, Dei O que mais uma donzela Zela, Seu amor, sua f� constante Ante Vosso vizinho compadre Padre; Ele possui de antem�o M�o Que h� muito tua netinha Tinha Ao esposo bem-fadado Dado. (...) Do padre a fala singela Gela As f�rias da muxibenta Benta, E a ferrenha catadura Dura Em um instante quedou-se Doce, E todo aquele ser�dio �dio, Qual palha aos golpes da foice, Foi-se Enquanto a pobre netinha Tinha Nos olhos cheios de m�goa �gua, Lhe diz a vov� materna Terna: J� que, como tu pudeste, Deste Tua m�o a esse inocente Ente, Tamb�m dentro desta casa Casa, Que eu darei a teu esposo Pouso. - ainda n�o entendi por que "gentil sofia" n�o aparece na antologia dos poemas er�ticos e sat�ricos de BG, organizada por Duda Machado... ado.
ela era chave de cadeia. - segundo julius, primeira frase de um conto do maur�cio vasconcelos. h� dias penso nela.

literatura de guardanapo#1

NA BOCA! NA BOCA! a loira (no m�ximo trinta & dois anos) ao meu lado estica o rosto & exclama (tomando seu suco de laranja) para a m�e (enrugada & sessentona) porque voc� sabe, n�? botox � pra prevenir! a frase ecoa ou�o incr�dula

o outro

parece nome de novela, mas n�o �. hoje, conversando com c., ela me perguntou sobre O OUTRO, esse ser que ronda o espa�o deste blog: quem era, como estava? respondi que O OUTRO s� podia ser algu�m conhecido, j� que n�o revela seu nome e deixa coment�rios que transitam entre um tom �ntimo ou de impessoalidade total. assim, a pr�pria c. deu a resposta: o outro � o obsessor deste blog... e tenho dito. orai, irm�os...