30.9.05

fil�logos, exultem!

O manuscrito in�dito, "O Direito de Iryvir", da escritora camaronesa Larangia Nh'agola, desaparecida em meados do s�culo XVIII, foi encontrado, na tarde desta sexta-feira, no subsolo de um monteiro zen-budista, na Samoa Ocidental. H� ind�cios de que Nh'agola o tenha escrito durante o auto-ex�lio a que se submeteu - e sobre o qual s� agora se teve not�cia. - vi l� no site da folha de s�o paulo.

28.9.05

psiu!

saiu a programa��o do XIX sal�o nacional de poesia psiu po�tico, que acontece entre os dias 04 e 12 de outubro, em montes claros - mg. a homenageada deste ano � vera casa nova, que participar� do evento com v�deos, interven��es e o que mais rolar. o POESIAhoje vai parafernalizar os sentidos das cabecidades, a partir de 07/10, sexta-feira, no emp�rio do sert�o. apare�am. waldemar euz�bio, nicolas berh, guilherme mansur e jorge salom�o, entre muitos outros, estar�o l� tamb�m.

n�s, quando n�o estamos distra�dos

hoje, 28 de setembro, passem l� na abertura da exposi��o QUANDO N�O ESTAMOS DISTRA�DOS, do grupo n�s. � uma exposi��o de gravura e fotografia em que os queridos marcelo ter�a-nada! e br�gida campbell (grupo poro) participam, com mais quinze amigos da escola de belas artes da ufmg. n�o percam. quem conhece o poro sabe que eles s�o viv�ssimos e respiram muito bem. ent�o, recapitulemos: data: 28 de setembro, quarta feira hor�rio: 20h local: pal�cio das artes - belo horizonte

27.9.05

zo� ou n�o �

essa bela fotinha a� foi roubada do blog longa viagem invernal, de c�ntia fran�a - que se esconde sob a alcunha de chamilly. a foto � de uma das partes de zo�, livrim que fizemos no ano passado e que foi exposto na IV mostra novos ilustradores, no in�cio do ano. veja l� as belas fotos da mo�a, lindos poemas e a mais nova tradu��o de um poema da anne sexton. � mole ou quer mais?

26.9.05

oui oui oui po�sie aujourd'hui!

ent�o. ontem o grupoPOESIAhoje foi ao ar no programa livro aberto, da rede menas. esqueci de contar aqui. foi ao ar: o terceiro mundo vai explodir nas asas da panair. o programa � sobre novos autores, uma discuss�o com eles. s� conhecia o bruno brum e, de vista, a mo�a do livro "breus". POESIAhoje aparece com uma conversa r�pida, video-texto e parafernaliza��o dos sentidos. mas quem n�o viu vai poder ver de novo: quinta-feira, �s 22h, � a reprise. ............ por falar em parafernaliza��o dos sentidos, estava l� no jornal O TEMPO: Segunda-feira, 19 de Setembro de 2005, 19h17 Projeto Ter�as Po�ticas homenageia Fritz Teixeira de Salles BELO HORIZONTE - O projeto Ter�as Po�ticas, parceria da Funda��o Cl�vis Salgado com Suplemento Liter�rio, apoios culturais da R�dio Inconfid�ncia e Rede Minas, apresenta, no dia 20 de setembro, ter�a-feira, �s 18h30, nos Jardins Internos do Pal�cio das Artes, o grupoPOESIAhoje em performance com poemas de Leo Gon�alves e homenagem a Fritz Teixeira de Salles. O grupoPOESIAhoje, criado na Faculdade de Letras da UFMG em 2003, por Julius C�sar, Let�cia F�res, Lenise Regina, Michel Mingote, Renata Cabral e Leo Gon�alves, trabalha com experi�ncias de linguagens que exploram os mais diferentes lugares, num processo interativo e coletivo. Labirintos de Pano, performance a ser apresentada na ter�a po�tica, explora a conflu�ncia de linguagens f�sicas e sonoras, com poemas de Leo Gon�alves e do poeta homenageado Fritz Teixeira de Salles. Constam na performance poemas extra�dos do �Livro das Infimidades� de Leo Gon�alves, �Geografia da Viol�ncia� e �Dianice Diamantina� de Fritz Teixeira de Salles, al�m de poemas dos participantes do grupoPOESIAhoje. O poeta Fritz Teixeira de Salles publicou �Geografia da Viol�ncia� em 1957, �Vila Rica do Pilar�, 1965, �Silva Alvarenga: Antologia e Cr�tica�, 1972, �Literatura e Consci�ncia Nacional�, 1973, �Poesia e Protesto em Greg�rio de Matos�, 1975, entre outros. ............ jornalista � foda, eu sabia, mas n�o tanto. a gente fala at� babar, eles perguntam mil coisas e depois pegam uma frase da sua fala. e ainda utilizam de forma errada. sr. jornalista: n�o � "labirinto de panos", � "parafernaliza��o dos sentidos" o nome da instala��o/performance, que � formada por um labirinto de panos. e n�o apresentamos a parafernaliza��o na instala��o, porque o local reservado para a ter�a po�tica n�o era adequado para tanto para tal parassint�tico, desde j� agrade�o a tens�o dispensada. a kiss, um beijo, un bacio.

25.9.05

� enorme o poema e eu n�o tenho paci�ncia para transcrev�-lo aqui. mas quem puder, leia "romance", do greg�rio de matos. est� na s�tira, cole��o nossos cl�ssicos, da ed. agir. organiza��o do harold�o. agradecida.

23.9.05

.essa qualquer coisa fina como uma ruga mais que entre teu corpo e a ang�stia.

22.9.05

pela passagem de um furac�

ou furac�o maria rita?

21.9.05

Uma Coca-cola com Voc� � ainda melhor que uma viagem a San Sebastian, Irun, Hendaye, Biarritz, Bayonne ou que ficar enjoado na Travessera de Gracia em Barcelona em parte porque nessa camisa laranja voc� parece um S�o Sebasti�o melhor e mais feliz em parte porque eu gosto tanto de voc�, em parte porque voc� gosta tanto de iogurte em parte por causa das tulipas laranja fluorescente contra a casca branca das �rvores em parte pelo segredo que nos vem ao sorriso perto de gente e de estatu�ria � dif�cil quando estou com voc� acreditar que existe alguma coisa t�o parada t�o solene t�o desagrad�vel e definitiva como estatu�ria quando bem na frente delas na luz quente de Nova York �s quatro da tarde n�s estamos indo e vindo de um lado para o outro como a �rvore respirando pelos olhos de seus n�s e a exposi��o de retratos parece n�o ter nenhum rosto, s� tinta de repente voc� se surpreende que algu�m tenha se dado ao trabalho de pint�-los olho para voc� e prefiro de longe olhar para voc� do que para todos os retratos do mundo exceto talvez �s vezes o Cavaleiro Polon�s que de qualquer maneira est� no Frick aonde gra�as a Deus voc� nunca foi de modo que eu posso ir junto com voc� a primeira vez e isso de voc� se mover t�o bonito mais ou menos d� conta do Futurismo assim como em casa nunca penso no Nu Descendo a Escada ou num ensaio em algum desenho de Leonardo ou Michelangelo que costumava me deslumbrar e o que adianta aos Impressionistas tanta pesquisa quando eles nunca encontraram a pessoa certa para ficar perto de uma �rvore quando o sol baixava ou por sinal Marino Marini que n�o escolheu o cavaleiro t�o bem quanto o cavalo acho que eles todos deixaram de ter uma experi�ncia maravilhosa que eu n�o vou desperdi�ar por isso estou te contando - Frank O'Hara, trad. Luiza Franco Monteiro

18.9.05

fritz frito fritz frito

o grupoPOESIAhoje, �s 18:30h, assalta a ter�a pat�trica e homenageia os poetas leo gon�alves e fritz teixeira de sales. dia: 20/09. ter�a-hipot�tica. hor�rio: 18:30 local: pal�cio das artes - jardins internos

15.9.05

XIV SEMANA DE INICIA��O CIENT�FICA FALE/UFMG 22/09 MESA 22 � Sala 1007 - Coordenadora: Prof� Maria Ester Maciel Faculdade de Letras/ UFMG 19:20h A OBRA LAN�ADA AO INFINITO: SOLIDA E A AVE, DE WLADEMIR DIAS-PINO. Prof� Vera L�cia de Carvalho Casa Nova (orient.), Let�cia dos Santos F�res.

12.9.05

estar sendo ter sido jacu

grupoPOESIAhoje, mas s� amanh�, ter�a-feira, entre dicas de leitura & livros de cabeceira no programa agenda, da rede menas. hor�rio? sei n�o. aguardem nossa performance, a milhozinha que t� tendo, de poetas bi-ursa-populares. xiau.

tava no blog do chacal

ZIP = zona de inven��o poesia & ... BELO HORIZONTE - DE 5 A 9 DE OUTUBRO DE 2005 salve salve belo horizonte. voc� mais uma vez me brindou com um evento digno. a ZIP - zona de inven��o poesia & - foi muito divertida. conheci muitas pessoas legais. s�rgio fantini, amanda sgarbi, bruno brum, chico de paula e reencontrei 2 guerreiros: ricardo aleixo e renato negr�o. vivi tamb�m vi e vibrei. continua linda. fiquei no metr�pole hotel, pra mim, cinco mil estrelas. participei de 3 noites. uma falando com outros poetas. fiz a performance: cidades por onde andei. tentei fechar com um poema para beag�, mas s� saiu isso: "beaudelaire disse que � preciso estar sempre embriagado. de vinhos, poesia ou virtudes (errei. falei mulheres). mas para me embreagar, basta estar em beag�". prometo que vai melhorar. participei tamb�m da excelente performance de renato negr�o e bruno brum (esse vai longe). lan�aram o "tentativismo". fui chamado a participar e ganhei o pr�mio com o poema "a pica" de jarbas alfaiate. meu primeiro pr�mio em concursos liter�rios. aguardem o manifesto tentativista. no segundo dia, quarto do evento, quinta 8, tapamos uma aus�ncia, falando poemas variados - eu, ricardo aleixo e francisco kaq - entremeamos poemas � performance da excelente let�cia castilho que apresentava fragmentos de "somos todos assassinos" de sebasti�o nunes. na sexta, �ltimo dia, apresentei no LACES / JK, SESC a performance: "Venuziparade", 14 poemas rom�nticos com direito a teatro de sombra e autoilumina��o. foi dif�cil pela falta de prepara��o. na tens�o, minha garganta fechou. mas no final, valeu. o ZIP desse ano foi feito na garra. poucos apoios, tudo em cima da hora. mas mostrou que a vontade materializa os recursos. salve ricardo aleixo. salve fantini e toda a rapaziada. ZIP ZIP HURRA !!!!!!!!!!! EM TEMPO: do que vi, gostei muito do trabalho do jovem grupo POESIA HOJE: uma instala��o com textos, escritos em panos superpostos, incenso forte, tv e o grupo performando. ali passou o tes�o da inven��o. gostei tamb�m das bolinhas de ping pong do chico de paula e do paulo thomaz. outra instala��o bem montada. e gostei do som e da poesia de kristoff silva. ano que vem tem mais. vamos melhorar. firme no leme que a reta � torta. at�......... leia l�: cep 20.000 chacalog & tamb�m no jaguadarte
PISCINA REVISITADA ent�o eu lhe pergunto voc� gosta um bucadinho de mim e voc� me responde nem um naniquinho a� je m'en fou n�o sei o que fa�o a� je m'en fou n�o sei o que fa�o voc� me analfabetiza monalisa seu andar dandi seu olhar doid�o � four de ases na minha dupla de oito fico tramando os treze pontos da sua loteria mas voc� s� d� zebra � o goitacaz goleando o guarani no brinco da princesa eu n�o paro de fumar eu gosto muito de voc� eu gosto muito de voc� eu n�o paro de fumar voc� pra mim � o susto � sapatilha que apenas ro�a e destro�a meu castelo de cartas voc� � o pingo de um i cigano voc� apenas tem sono e adormece enquanto eu desgra�ado varo as noites ladrando como um cachorro vadio embora temporariamente arrasado atravessarei todos os desertos para mergulhar na piscina dos seus olhos - chacal, letra el�trika.
C�NDIDA dama daminha d'am�-la haverei entre tantas. entre n�s, o cora��o vaga sem cessar. fino trato toque tato �s um taco tasco descolado do tic tac do meu cora��o. tecer a teia com fio fluido infl�vel um casulo casaco um samba legal pra nos cobrir com carinho. insinuante cidad�, que por aqui tricota nos becos aos beijos UAU cham�-la arriscarei no meio da madrugada rouco embriagado limpando as unhas com um punhal. n�o me atirarei em po�as d'�gua n�o espere isso de mim n�o desaparecerei impunemente da vida me atirando num buraco. a vida avoa e vai mais longe at� o fundo do po�o. cuidado mo�o pra n�o falar a palavra errada cuidado cantor. de vez em quando vem um vento bobo e sopra: � preciso acreditar. � preciso ter uma paci�ncia revolucion�ria. � preciso ter uma f� inquebrant�vel. � preciso ter fant�stica felicidade. de vez um quando vem um tro�o tolo trazendo toleimas. dam�dula do cavalo inter cep tarei tuas noites vespertinas diana das noites da vila, ca�adora m�, bruxa mal�vola. dec�pa-me o cr�neo e guarda de recorda��o como aquela mulher da b�blia, a salom�. salamaleicon camaleoazilda descozilda pela vida concei��o da imagina��o cruzeiro do firmamento. de vez quando vem um vento ventr�loquo soprar frases feitas na enfermaria do tempo. dama daminha adoro teu portugu�s casti�o voc� me atazana, tesouro voc� � zarabatana no olho do inimigo linda linda linda ainda longe de mim. por quantos s�culos quantas medidas de tempo passearemos apressados grilados at� que um momento de bobeira caia sob medida pra gente cabelo no pente. - chacal, drops de abril.

11.9.05

BUNDAMENTAL sou trocador de �nibus. tenho 35 anos e quero me casar. ter mulher, filhos, um lar. meu nome � bundamental. um dia o coletvo parou num ponto da pra�a seca. subiu uma mo�a que era um sonho. branca, peluda, dentes bons. e que perfume! meu nome � bundamental. quando passou na roleta, num �mpeto s�bito, a pedi em casamento. meu nome � bundamental. genival bundamental. ela olhou pra mim e disse sim. ali mesmo por cima da roleta entre os passageiros, um beijo selou nosso pacto sagrado. meu nome � genival bundamental. cuidei de tudo. alian�as, igreja, padre, cerim�nia. no dia fatal, meu nome � genival, eu l�. eu e o padre. ela nada. uma hora duas nada. enfim, chega o sacrist�o com um bilhete. "querido bundamental fui feliz enquanto entre n�s amor houve agora vou ser feliz com um p� de couve. daquela que um dia foi seu poema, maria helena. ps: a vida � curta pra ser pequena." meu nome � genival. genival bundamental. - chacal. a vida � curta pra ser pequena.

10.9.05

.h� momentos na vida em que deveria ser proibido ouvir algo al�m das "gymnop�dies" de satie.
fiquei muito feliz com a edi��o de agosto do Suplemento Liter�rio de Minas Gerais - que agora chama {SUPLEMEN+O., pois n�o? um ensaio sobre o poema "A Coruja e a Gatinha", de Edward Lear, e, para aumentar a alegria geral da na��o, o bel�ssimo poema "estar vivo", do fl�vio boaventura - o boave. ouvi o poema pela primeira vez durante o ensaio geral do sarav�, no in�cio do ano, acompanhado por um viol�o maravilhoso tamb�m. fiquei besta. e at� hoje me v�m a melodia e alguns versos do poema. ta�: ESTAR VIVO (canto de exalta��o para Hilda Hilst e Waly Salom�o) Na lona mirando La Luna Ser Enviesado tem me custado Correntes de vento Diatribes de pensamentos Raz�o Ardente de Apollinaire Me foge a calma me foge S� sei ser desabrido em corpo e dentes Pura chama mordo o �xtase por Inteiro O �xtase por Inteiro O �xtase Adrenalina compuls�rio-compulsiva Irrever�ncia fulminante Flor sang��nea do p�ntano Eterno Instante Sapo pulando coaxando pulando faminto De brejo em brejo tal qual seu instinto Coaxando hinos � noite coaxando Mil fr�mitos mil gozos Mil e uma outras noites pulsando gozosas Na lona mirando La Luna Mirando La Luna Mirando Un poco m�s pero mucho m�s incerta Do que este pecho aberto Alegre y n�mada coraz�n de poeta.

a� je m'en fou eu gosto tanto de voc�

uma das coisas mais lindas que j� pude ver, vi hoje. performance do chacal. poemas de amor. luz, sombra e bolero de ravel. lindo lindo. encostei a cabe�a, afundei na poltrona e chorei e chorei e chorei. e depois ri tamb�m, porque os poemas de amor tamb�m podem ser gaiatos: ainda afogo essa nega na pia. mas fiquei abestalhada com "c�ndida". vou dar um jeito de colocar aqui pra gente. e aquele da piscina, que eu n�o me lembro o t�tulo, s� do a� je m'en fou eu gosto tanto de voc�.
N�MERO DA PAIX�O na corda bamba quero ser teu contrapeso no n�mero das facas assoviar nos teus ouvidos no globo da morte quero ser teu copiloto no vai e vem do trap�zio quero ser quem te segura quero te acompanhar pelas ruas do rio sorrindo ou chorando quero me molhar todinho s� pra te deixar sequinha nesse temporal quero te abra�ar apaixonado sentir teu cora��o pulsar quero te beijar do oiapoque ao chu�, bem te vi porque eu sei que teus cabelos s�o tempestades que me alucinam que despencarei cada vez que subir nos teus andaimes que me esfaquearei transtornado com suas sutis insinua��es sobre o tempo que me transmutarei em n�spera cada vez que me disseres: hasta luego, luz del fuego que vagarei sem esperan�as quando n�o mais fizeres parte dos meus pr�ximos cap�tulos que capitularei enfim, com a cabe�a espatifada nos escombros do meu pr�prio cora��o
e depois chorei mais ainda. torquato total. que coisa mais do�da. "pra dizer adeus". chorei mais, afundada cada vez mais tamb�m.
TR�S DA MADRUGADA tr�s da madrugada quase nada na cidade abandonada nessa rua que n�o tem mais fim tr�s da madrugada tudo e nada a cidade abandonada e essa rua n�o tem mais nada de mim... nada noite alta madrugada na cidade que me guarda e esta cidade me mata de saudade � sempre assim... triste madrugada tudo � nada minha alegria cansada e a m�o fria m�o gelada toca bem de leve em mim. saiba: meu pobre cora��o n�o vale nada pelas tr�s da madrugada toda palavra calada nesta rua da cidade que n�o tem mais fim que n�o tem mais fim...
SALVE, amor.
GO BACK Voc� me chama Eu quero ir pro cinema voc� reclama meu cora��o n�o contenta voc� me ama mas de repente a madrugada mudou e certamente aquele trem j� passou e se passou passou daqui pra melhor, foi! S� quero saber do que pode dar certo n�o tenho tempo a perder voc� me pede quer ir pro cinema agora � tarde se nenhuma esp�cie de pedido eu escutar agora agora � tarde tempo perdido mas se voc� n�o mora, n�o morou � porque n�o tem ouvido que agora � tarde - eu tenho dito - o nosso amor michou (que pena) o nosso amor, amor e eu n�o estou a fim de ver cinema (que pena)
e antes de entrar no labirinto, ainda tive meu cora��o espremido por um samba do waldemar euz�bio.
muito bem, meu amor muito mal meu amor o bem e o mal est�o al�m do medo e n�o h� nada igual o bem e o mal sem segredo as marchas do carnaval muito mal, meu amor muito bem nem vem com n�o tem que tem tem de ter na pra�a da capital muito mal meu amor tudo igual nada igual ao bem e o mal 2(experimente � legal) eu creio que existe o bem e o mal mas n�o h� nada igual e tudo tem mel e tem sal
s� pra acabar com mais um do torquato neto. que hoje foi demais, meu rei.

9.9.05

o terceiro mundo vai explodir num pau de goiaba

quem n�o foi perdeu a chance de se parafernalizar com chacal & waldemar euz�bio, entre outros ilustres. mas hoje tem mais. e � o �ltimo dia da BHZIP: 19h (LACESJK) papo-performance com chacal e show torquato total, com a cantora patr�cia ahmaral al al al 21h (CCUFMG) marcelo dolabela, kristoff silva e dj rato parafernaliza��o dos sentidos, grupoPOESIAhoje + lu moreno & rafael alvarenga

8.9.05

Tu queres sono: despe-te dos ru�dos, e dos restos do dia, tira da tua boca o punhal e o tr�nsito, sombras de teus gritos, e roupas, choros, cordas e tamb�m as faces que assomam sobre a tua sonora forma de olhar, e os outros corpos que se deitam e se pisam, e as moscas que sobrevoam o cad�ver do teu pai, e a dor (n�o ou�as) que se prepara para carpir tua vig�lia, e os cantos que esqueceram teus bra�os, e tantos movimentos que perdem teus sil�ncios, e os ventos altos que n�o dormem, que te olham pela janela, e em tua porta penetram como loucos pois nada te abandonas e nem tu ao sono. d'apr�s Jorge de Lima Inven��o de Orfeu I, XXXIII Ana Cristina Cesar In�ditos e Dispersos

7.9.05


parafernaliza��o dos sentidos. quinta e sexta-feira. a partir das 19h. centro de cultura da ufmg.
RETRATO DE MARIA Envie uma tela � Maria de algum pa�s e pe�a a ela que cole sua foto nela. Pe�a a ela que envie a tela � pr�xima Maria de algum pa�s para que ela fa�a o mesmo. Quando a tela estiver cheia de fotos de Marias, ela deve ser enviada de volta ao remetente original. O nome pode n�o ser Maria. Pode ser um nome fict�cio e, nesse caso, a tela ser� enviada a diferentes pa�ses at� que uma pessoa com aquele nome seja encontrada. O objeto a ser colado na tela n�o precisa ser uma foto. Pode ser uma figura num�rica, um inseto, ou uma impress�o digital. Yoko Ono Primavera 1962 recebi esse poema na performance cage & ono ou john & yoko, de ana caetano. havia umas instru��es para n�o serem seguidas: LEIA RAPIDAMENTE, MEMORIZE SUA PARTE FAVORITA, RASGUE E ESPALHE OS PEDA�OS NO CH�O. eram poemas legais da yoko impressos em pap�is lindos. n�o rasguei. peguei uns poemas, sa� de fininho e os coloquei na bolsa. morrendo de vergonha, claro. a que ponto chegamos...
e l� se vai mais um inferno astral. desta vez, sob chuva de granizo. ians� botando pra quebrar.

4.9.05

mal secreto n�o choro meu segredo � que sou rapaz esfor�ado fico parado calado quieto n�o corro n�o choro n�o converso massacro meu medo mascaro minha dor j� sei sofrer n�o preciso de gente que me oriente se voc� me pergunta como vai? respondo sempre igual tudo legal mas quando voc� vai embora movo meu rosto no espelho minha alma chora vejo o rio de janeiro comovo n�o salvo n�o mudo meu sujo olho vermelho n�o fico calado n�o fico parado n�o fico quieto corro choro converso e tudo mais jogo num verso intitulado mal secreto - jards macal� & waly salom�o, com gal fa-tal.
eu te lan�ava cusparadas no sublime e te esperava numa esquina madrugada eu sabia que voc� n�o vinha e voc� ria e voc� ria e voc� ria eu te esperava numa esquina madrugada de amor com curitiba e ningu�m vinha na madrugada o seu amor n�o era nada voc� n�o vinha voc� n�o vinha voc� n�o vinha eu te encharcava o corpo inteiro com cacha�a e te mandava para o quinto dos infernos voc� dan�ava sobre as minhas cusparadas e bebia e bebia e bebia e eu vivia amaciando a tua gra�a minha gravata pendurada no teu p�lo eu passeava pelos cantos pelas pra�as voc� mentia voc� mentia voc� mentia eu gravava nos detalhes nosso sonho e botava no fant�stico em cadeia nacional voc� dan�ava a noite inteira sobre o cuspe e eu dan�ava com voc� sobre o meu corpo em cadeia nacional eu n�o podia eu n�o podia eu n�o podia - das infimidades do leo.

retificando

apresenta��o do POESIAhoje com a parafernaliza��o dos sentidos foi para quinta-feira, 08/09, � noite. sem hor�rio definido.

3.9.05

A meio pau Queria mais um amor. Escrevi cartas, remeti pelo correio a copa de uma �rvore, pardais comendo no p� um mam�o maduro - coisas que n�o dou a qualquer pessoa - e mais que tudo, taquicardias, um jeito de pensar com a boca fechada, os olhos tramando um gosto. Em v�o. Meu bem n�o leu, n�o escreveu, n�o disse essa boca � minha. Outro dia perguntei a meu cora��o: o que h� dur�o, mal de chagas te comeu ? N�o, ele disse: � desprezo de amor. - Ad�lia Prado, O Cora��o Disparado

parafernaliza��o dos sentidos

alice bicalho em foto de c�ntia fran�a parafernaliza��o#1 10/05/05
instala��o-performance que busca problematizar a circula��o do corpo no espa�o urbano, a percep��o por parte dos sentidos humanos nas coisas ao redor, os sentidos domesticados afeitos � repeti��o e o lugar comum da poesia. e a poesia comum do lugar. o lugar poema do comum. o comum poema do lugar. mesmo quando agregado a outros elementos est�ticos e corporais. parafern�lia s.f. 1 conjunto de objetos de uso pessoal; pertences, acess�rios. 2 conjunto de apetrechos necess�rios a uma certa atividade. 3 cole��o de coisas usadas e/ou velhas; tralha. (houaiss) rimbaud: il faut �tre absolument moderne. mas nesse absolument, quem n�o � um ciborgue? mcluhan redivivo. meios s�o massagens meios s�o mensagens. palavra escrita: um olho por um ouvido. a descoberta das coisas que nunca vi (oswald). come�o de um s�culo pag�o. come�o de um mil�nio. nascimento do olho ocidental (paglia) em meio ao caos do dissenso. imp�rio da fala: a fala � o melhor espet�culo encenado pelo ser humano (whorf/ris�rio). em vez de destruir as aglomera��es humanas � preciso aperfei�o�-las. intensificai as comunica��es e as fus�es dos seres humanos. destruam as dist�ncias e as barreiras que os separam no amor e na amizade. (marinetti, sobre o tactilismo: a arte do tato - a comunica��o espiritual atrav�s da epiderme). o poeta se faz ridente por uma longa, imensa e pensada parafernaliza��o de todos os sentidos. quando: a partir de quarta. 07/09. centro cultural da ufmg - sala 5. BHZIP. quem: grupoPOESIAhoje, luciana moreno, rafael alvarenga & quem mais quiser entrar.

2.9.05


PROGRAMA��O Endere�os: Centro Cultural UFMG (CCUFMG) Av. Santos Dumont, 174 (31) 3238-1078 LACES/JK � SESC/MG Rua dos Caet�s, 603 SEG 5 De 10h �s 22h (CCUFMG) Mostra Palavras a olhos vendo (e ouvindo) Videopoemas, �udio-poemas e obras gr�fico-visuais de Amarildo Anzolin, Andr� Vallias, Ant�nio S�rgio Moreira, Beatriz de Almeida Magalh�es, Bruno Brum, Guilherme Mansur, Ivana Martinez Vollaro, Jo�o Bandeira, Lilian Zaremba, Marcelo Sahea, Marcus Nascimento, Reginaldo Gontijo, Ricardo Aleixo, Ricardo Corona, Roland de Azeredo Campos, S�rgio Fantini, Solymar Cunha, Teresa Labarr�re e Wilson de Avellar De 18h �s 22h (CCUFMG) Feira de Inutens�lios (espa�o para comercializa��o de livros, revistas, CDs, camisetas e outros produtos ligados � poesia e � arte em geral) 19h (CCUFMG) Instala��o corpogr�fica Um caminho, com o bailarino Rui Moreira 19h30 (CCUFMG) Mesa redonda Belo Horizonte: Zona de Inven��o Poesia & Debatedores: Fabr�cio Fernandino (escultor e diretor de A��o Cultural da UFMG), Gil Am�ncio (m�sico e ator), S�nia Queiroz (poeta e ensa�sta) e Camila de Castro Diniz Ferreira (editora do Suplemento Liter�rio de Minas Gerais), com media��o de Ricardo Aleixo (curador da BHZIP) 21h (CCUFMG) Performance Cage & Ono ou John & Yoko, da poeta Ana Caetano, em homenagem ao m�sico-poeta-pensador norte-americano John Cage (5/9/1912-12/8/1992) TER 6 De 10h �s 22h (CCUFMG) Feira de Inutens�lios De 10h �s 22h (CCUFMG) Mostra Palavras a olhos vendo (e ouvindo) 15h (LACESJK) Mostra Comentada de Videopoemas Francisco de Paula e videopoetas convidados 18h (CCUFMG) Mesa redonda Po�ticas ex-c�ntricas Debatedores: Maria Esther Maciel (poeta e ensa�sta), Francisco Kaq (poeta e ensa�sta, Fabr�cio Marques (poeta e ensa�sta) e Fl�vio Boaventura (poeta e ensa�sta), com media��o de Helton Gon�alves de Souza (poeta e ensa�sta) 20h (CCUFMG) Performances: Gl�ucia Machado, Vera Casa Nova e Wagner Moreira QUA 7 De 10h �s 22h (CCUFMG) Feira de Inutens�lios De 10h �s 22h (CCUFMG) Mostra Palavras a olhos vendo (e ouvindo) De 13h �s 22h (CCUFMG) Maratona de Poesia & Com Alexandre Cappai, Ana Gusm�o, Babilak Bah, Benedikt Wiertz, Benjamim Abras, Bruno Brum e Renato Negr�o, Chacal, Fabr�cio Marques, Fl�vio Boaventura, Chico de Paula e Paulo Thomaz, Francisco Kaq, Waldemar Euz�bio, Solymar Cunha, Ricardo Aleixo, S�rgio Fantini, S�nia Queiroz, PexBaa, Makely Ka, Gil Am�ncio e Renegado, Poesia Hoje, Kiko Ferreira e Jo�o Bandeira 18h (CCUFMG) Mesa redonda Mercado e contramercado de arte Debatedores: Sebasti�o Nunes (escritor e editor), Makely Ka (poeta e m�sico), Chico de Paula (videomaker) e Jo�o Bandeira (poeta e artista visual), com media��o de Maria Antonieta Pereira (ensa�sta e professora de literatura) QUI 8 De 10h �s 22h (CCUFMG) Feira de Inutens�lios De 10h �s 22h (CCUFMG) Mostra Palavras a olhos vendo (e ouvindo) 19h (LACESJK) Leitura, pela atriz Let�cia Castilho, de fragmentos do livro Somos Todos Assassinos, de Sebasti�o Nunes, seguida de apresenta��o do grupo vocal Dikanza, formado por integrantes da comunidade angolana de Belo Horizonte 20h (CCUFMG) Performances S�bado da Carne, com a atriz Ana Gusm�o (acompanhada, ao teclado, pelo compositor Gilberto Mauro) SEX 9 De 10h �s 22h (CCUFMG) Feira de Inutens�lios De 10h �s 22h (CCUFMG) Mostra Palavras a olhos vendo (e ouvindo) 19h (LACESJK) Papo-performance com o poeta Chacal e show Torquato Total, com a cantora Patr�cia Ahmaral 21h (CCUFMG) Maratona de Poesia & Com Marcelo Dolabela, Kristoff Silva e DJ Rato TODAS AS ATIVIDADES T�M ENTRADA FRANCA mais: jaguadarte, curandeiro e curador.