Acad�micos? Prefiro os do Salgueiro
I.
d� raiva, dor de cabe�a, m�-digest�o, vontade de espernear, deitar, chorar e chamar a mam�e. porque � t�o dif�cil!... algu�m pode me dizer por que � t�o dif�cil tentar abrir as janelas da academia? t� emperrada? t� en-fer-ru-ja-da? janelinha fajuta, essa. e vaso ruim n�o quebra, n�o � mesmo?
d� pena, vontade de escaldar este frango no domingo.
voc� chega para a ala das baianas, tenta conversar. o povo que se diz de esquerda, ainda nesses processos de abaixo a ditadura!, a gente at� entende, n�o � mesmo? esse ran�o de movimento estudantil dos anos 60. tudo bem, tudo bem, sou bastante compreensiva. mas a gente tenta um apoio. acha que � s� uma quest�o burocr�tica mesmo.
mas eles precisam ver ma-ni-fes-ta-��o cul-tu-ral na arte. eles precisam do debate acad�mico sobre algo que eles nem conhecem, mas falam muito. falam sempre. debru�ados sobre o objeto morto. n�o compreendem que s� ratificam o discurso que dizem ser contra.
todo mundo t� relendo o que nunca foi dito, pra citar engenheiros do hava�. lembrei disso ontem. go home, the pope is dead!, algu�m me disse. � isso a�.
mas a gente n�o desiste f�cil. sou brasileira e n�o desisto nunca. a luta continua, companheiros.
II.
isso tudo me lembra um trecho da coluna gel�ia geral, do torquato neto. 14/10/71, A morte ataca:
O cara est� vivo, lutando igualzinho a todo mundo, com os meios de que disp�e. Da� que a turma come�a a se agitar: tem um vivo a�? Pau nele, at� matar; at� - pelo menos - calar sua boca. (..) Mas � sempre bom a gente ficar de olho, prestando aten��o nos movimentos da turma e sacando seus macetes, que encerram sempre excelentes li��es de repress�o. (...) A turma da morte � fogo, mas a turma da vida � viva, est� viva, gra�as a Deus!