27.4.05

.mariana n�o � jem. .chamilly n�o � holograma.
POETAH! fomos l� eu e julim falar com o elias santos (caleidosc�pio). leo e michel (e manoel) leram poemas. vi a reprise de madrugada. te-ne-bro-so. mas os poemas salvaram o terceiro mundo. fiquei parecendo aquela mulher bipolar do edif�cio master. n�o olhei pra c�mera. olhar perdido pelos cantos do est�dio. e nem uma fuga de bach eu encontrei. sem contar o discurso t�o desfocado quanto o olhar. ainda tive que ag�entar minha mo�a rindo muito e dizendo que sou um fiasco... ... tsc tsc tsc... n�o consegui nem uma fuga n�2
... mas fiquem sabendo que ele voltou e comigo ficou... voltou pra matar a saudade a tremenda saudade que jamais me deixou... que n�o me deu sossego um momento sequer desde o dia em que ele me abandonou... voltou pra impedir que a loucura fizesse de mim um molambo qualquer... ficou dessa vez para sempre, se deus quiser... (molambo, composi��o: an�nimo - ou desconhecido, vai saber)

23.4.05

denorex parece mentira, mas n�o �. estava conversando com lu moreno na esquina de augusto de lima com bahia quando olhamos, ao mesmo tempo, para um cartaz com os seguintes dizeres:
HOMENS E MULHERES PARA VENDAS OFERECEMOS: AJUDA DE CUSTOS COMISS�ES E VALE TRANSPORTE. Tratar: Av. dos Andradas 367 - Sala 322 A - 2� andar - Centro Edif�cio Central (Pra�a da Esta��o) BELO HORIZONTE/ MG
................ 'inda bem que pra meio entendedor boa palavra.

Centro de Espirituosidade M�e Ida

Voc� n�o entende as piadas dos seus amigos? N�o v� vultos? N�o houve vozes? As suas demandas est�o permanentemente inel�sticas? Voc� n�o � um homem de esp�rito? Seus problemas acabaram! No Centro de Espirituosidade M�e Ida voc� ter� acessos e palestras, workshops, e muito mais: A ironia cortante de Machado Woody Allen, o oitavo passageiro O croupier Ren� Descartes Bacon, Bataille e a luta contra a obesidade infantil A arte de ir e de Voltaire Foxtrote e Horkeimer: um Adorno na Alemanha Wim Wenders e aprendenders

Al�m de palestras medi�nicas com os esp�ritos de Oscar Wilde & Caio Fernando Abreu Turmas reduzidas. PARA OS VERDADEIROS C�ES GUIAS N�O H� PROBLEMAS SEM SOLU��O Consultas espirituosas com cartas, correspond�ncias incompletas e o baralho a quatro. Aos pobres, gr�tis.

john, d�-me tchau!

porra, gutta, te considero pra caralho! ....... cena do cinema brasileiro anos 80 na rua da bahia 2005, devidamente registrada pela c�mera-olho dos presentes.

20.4.05

grupoPOESIAhoje na tv pra voc� segunda-feira, 17h, o grupoPOESIAhoje estar-se-� apresentando*, ao vivo, no programa caleidosc�pio (n�o � preciso apagar a luz), na tv horizontem. quem viver, ver�. ....... * fiquei comovida. consegui cometer um gerundismo e mesoclismo numa mesma senten�a. algo inacredt�vel. ordem e progresso � do que precisamos, j� diziam.
.bocage popper � bobagem.

louise bourgeois, femme maison

lembrando linus ontem l� estava eu no supermercado, nas minhas fun��es de dona de casa, escolhendo o melhor p�ozinho. eis que me surpreendo com uma voz masculina sa�da de tr�s, n�o dos montes, mas dos p�es: - n�o est� sendo f�cil... n�o est� sendo f�-�-cil... n�o est� sendo f�cil viver assim... voc� est� grudado em mim. pensei c� comigo que compreendia perfeitamento o padeiro.
manhattan connection (cada um tem a que pode) - meu amor, o pessoal aqui tem cara de que est� sempre na ponte-a�rea nova iorque/ paris/ londres. - �... e voc� nessa ponte-a�rea cherokee/ nova iorque/ belorizontem...
volta redonda a quem interessar possa, a mo�a dos cachinhos mais lindos dessas bandas de c� retornar� de sua longa viagem invernal neste s�bado, contrariando as previs�es gerais. fiquem felizes e, se puderem, venham comemorar conosco.
se liguem concurso arte no �nibus artes pl�sticas/visuais & poesia inscri��es de 9 a 13 de maio loja telemig celular av. afonso pena, 785 - centro - bh informa��es: 31 9731-995

14.4.05

Eu queria um beijo de tirar o f�lego. De l�ngua de gato. Cheio de acrobacias. Um beijo de cama. Eu queria ser o seu baile de chances. O seu �ltimo baile de chances. E ser um barco, abaixo de um c�u ensolarado, movendo-se sob �guas nunca vistas, levando voc�. Queria ser tr�s crian�as perto dos seus olhos ansiosos, satisfeitas, simplesmente por ouvir os ecos ensolarados do c�u. E voc� dan�aria neste baile, baby, todos n�s dan�ar�amos, pois as mem�rias morrem. E as geadas do outono tamb�m, elas tamb�m morrem. Elas se transformam em Julho, um fantasma acordando os olhos das crian�as ainda sonhando. Enquanto os dias v�o se aproximando do c�rrego dourado da vida, mais um dia, que � mais um sonho. isso � do victor carbone, o muigats. tinha muito tempo que eu n�o o visitava. e � sempre bom rev�-lo.
H� algumas manh�s em que o cheiro de sua roupa me inebria. Sinto-me transportado pra um mundo farto em desmaios. Seu cheiro me d� confian�a. Passo a viver a vida meio tom acima. (jo�o silv�rio trevisan, vagas not�cias de melinha marchiotti)
Tudo acabado Tudo acabado entre n�s J� n�o h� mais nada Tudo acabado entre n�s Hoje de madrugada Voc� chorou e eu chorei Voc� partiu e eu fiquei Se voc� volta outra vez Eu n�o sei Nosso apartamento agora Vive � meia luz Nosso aparamento agora J� n�o me seduz Todo o ego�smo Veio de n�s dois Destruimos hoje O que podia ser depois. (J. Piedade e Oswaldo de Oliveira) ............ mariana alcoforado pode ser ouvida � noite cantando essa m�sica enquanto exerce suas fun��es de dona de casa. os vizinhos acreditam que ela sofre muito por um amor que se acabou. n�o dizem nada, mas no olhar deles h� um tom de condol�ncia. mariana tamb�m n�o diz nada. e retribui o olhar dolorido, em respeito a uma dor que � a deles.
quem disse que mariana n�o recebe cartas?#2 meu amor me exige cartas como se fosse poss�vel escrever sobre o papel em brasa. n�o sabe que vivo presa no barulho do aquecimento, da lama que fica depois da neve. que hoje � carnaval e s� tenho sil�ncios por dentro, enquanto meu cabelo cresce sem as suas m�os.
que viagem � viagem de ida e volta? a mo�a volta dia 27. aguardem.
antigos apontamentos#2 Eternidade �Tem suco de lim�o galego. Fiz pra voc� porque � dia das m�es�, ele me acorda assim, como se eu fosse sua filha, como se pudesse cuidar de mim assim, com tanto afeto. Olho terna para ele. Suco de lim�o galego. N�o tomava desde... Agrade�o o suco, �o melhor do mundo�, e ele morre de rir, me chama de exagerada. Tomo copos e mais copos. �Toma mais, porque voc� est� resfriada�. Ele � quem exagera, penso. Mas fa�o uma gra�a, digo �se tomar mais, viro uma galega. Voc� me mima�. Ele ri, diz que vai arrumar a mala. �Vai ficar bem, sozinha, no dia das m�es?�. �N�o se preocupe�, e ele sai. Mas o pulm�o chia, feito gato gostando do carinho. Todas aquelas palavras voltam, todas muito longe dessa ternura dele. Aquela ternura de antes. Tempos passados, quando n�o tinha por que se preocupar com as palavras. Quando se aprendia, alegre, o gosto do suco do lim�o galego numa tarde quente. Coisas remotas assim, como cubos de gelo que se derretem entre conversas. E fr�geis.
antigos apontamentos#1 Olho para o lado. Despisto. Podemos incorrer em faltas, espasmos, atos falhos. E eu n�o quero nada disso. Aquele dia, com o olhar perdido nos seus olhos, encontrei um amor velho, encardido, guardado por tempo e tra�a. Olhar do�a. Desviei os olhos. Que cansa�o, se voc� soubesse. Mas n�o, n�o vai saber nunca, porque eu tamb�m n�o digo. Rem�o as faltas graves, fa�o penit�ncia, coloco meu amor de castigo.

10.4.05

[esse neg�cio de com esta mulher eu casava, com esta n�o casava � s� brincadeira pra poucos rirem comigo... mas quem n�o tinha rido antes e quiser rir junto agora, tudo bem. s�o todos bem-vindos. siqueira ou n�o]
com esta eu n�o casava. mas um dia ela chega l�
havia uma mo�a no rio de janeiro mais bela que um cordeiro. quando algum lhe berrava "m�!", respondia-lhe baixo: "sai do meu p�...", essa elegante mo�a do rio de janeiro.
a pedra t� cantada mostra a palavra em performance em junho. aguardem.
FLORES DO MAL, FLORES DO MAIS flores do mais devagar escreva uma primeira letra escrava nas imedia��es constru�das pelos furac�es; devagar me�a a primeira p�ssara bisonha que riscar o pano de boca aberto sobre os vendavais; devagar imponha o pulso que melhor souber sangrar sobre a faca das mar�s; devagar imprima o primeiro olhar sobre o galope molhado dos animais; devagar pe�a mais e mais e mais (ana cristina cesar, in�ditos e dispersos)
.casava com esta mulher.

8.4.05

pessoas bon�ssimas n�o sei quem foi o an�nimo que comentou meu �ltimo post - at� porque � um an�nimo, pois n�o? mas queria agradecer mesmo. fiquei pensando no coment�rio. me pareceu, num primeiro momento, algo enigm�tico como uma fala do mestre dos magos. mas acho que encontrei dulce veiga no final. muito obrigada. acho que era isso que eu queria falar. grata pela tens�o dissipada.

3.4.05

Acad�micos? Prefiro os do Salgueiro I. d� raiva, dor de cabe�a, m�-digest�o, vontade de espernear, deitar, chorar e chamar a mam�e. porque � t�o dif�cil!... algu�m pode me dizer por que � t�o dif�cil tentar abrir as janelas da academia? t� emperrada? t� en-fer-ru-ja-da? janelinha fajuta, essa. e vaso ruim n�o quebra, n�o � mesmo? d� pena, vontade de escaldar este frango no domingo. voc� chega para a ala das baianas, tenta conversar. o povo que se diz de esquerda, ainda nesses processos de abaixo a ditadura!, a gente at� entende, n�o � mesmo? esse ran�o de movimento estudantil dos anos 60. tudo bem, tudo bem, sou bastante compreensiva. mas a gente tenta um apoio. acha que � s� uma quest�o burocr�tica mesmo. mas eles precisam ver ma-ni-fes-ta-��o cul-tu-ral na arte. eles precisam do debate acad�mico sobre algo que eles nem conhecem, mas falam muito. falam sempre. debru�ados sobre o objeto morto. n�o compreendem que s� ratificam o discurso que dizem ser contra. todo mundo t� relendo o que nunca foi dito, pra citar engenheiros do hava�. lembrei disso ontem. go home, the pope is dead!, algu�m me disse. � isso a�. mas a gente n�o desiste f�cil. sou brasileira e n�o desisto nunca. a luta continua, companheiros. II. isso tudo me lembra um trecho da coluna gel�ia geral, do torquato neto. 14/10/71, A morte ataca: O cara est� vivo, lutando igualzinho a todo mundo, com os meios de que disp�e. Da� que a turma come�a a se agitar: tem um vivo a�? Pau nele, at� matar; at� - pelo menos - calar sua boca. (..) Mas � sempre bom a gente ficar de olho, prestando aten��o nos movimentos da turma e sacando seus macetes, que encerram sempre excelentes li��es de repress�o. (...) A turma da morte � fogo, mas a turma da vida � viva, est� viva, gra�as a Deus!
Uma outra revolu��o saud�vel, de 71 Superoito: d� uma chance ao seu olho. � claro que voc� n�o pode "fazer cinema" por aqui; superoito � barato, amizade, cinq�enta cruzeiros o filminho revelado e tal, colorido, Kodak; experimente, � f�cil demais, aperte o dedo, invente como queira, d� uma chance ao seu olho, futuque, descubra, transe em superoito. � muito quente e muito frio, s� depende mesmo de voc�. Olhe bem, registre, banque o cinegrafista; as c�meras todas v�m equipadas com lentes zoom, de modo que voc� pode chegar perto da coisa sem meter seu corpo no perigo, no barato, na parede. � muito f�cil: olhe bem, acerte o foco e dispare. D� excelentes resultados. D� filmes que n�o passam nos cinemas. D� muita liberdade, amigo. Voc� gosta? Use. Abuse. Superoito � quente. Se informe por a�. (Torquato Neto, Quarta-feira magra)