30.3.05

PINK PILLS FOR PALE PEOPLE

pastiche em branco e preto
porque gostamos tanto desses mecanismos j� criados, j� nos debru�amos tanto tempo sobre nossos pr�prios cad�veres, remoemos palavras actos gestos reflexos, e agora esse gosto de sem ana, blues na boca. porque gostamos dele, n�o �? tanta coincid�ncia s� podia dar em cama mesmo. voc� diz isso podia ser do caio. que caio, penso eu? e �. nesse abismo sonoro flutuante de m�sicas mal-dormidas. sou um homem comum, e s� caetano e jos� ribamar ferreira pra me ajudar numa hora dessas. sua vida roda repetida: o projetor superoito filme da copa de setenta: voc� grita urr�! sob o reflexo daquele gol que n�o sei mais. que nunca soube. o gol apagado, aquele que n�o soube. o povo quer o espet�culo. panem et circences: a gente chora, mete bala, espanca e adora. a terceira margem do rio, pensei hoje cedo. abri correndo waly & oiticica & torquato & a gente l�. mas voc� me pergunta, conhece jo�o do rio? o ponto da p�ndega do rio de janeiro. a pra�a tiradentes. l� voc� se esbalda, cazuza. n�o foi isso que te disseram naquele dia? cazuza. voc� na lapa. doismilecinco e voc�, cazuza na lapa. um encontro entre seu projetor oitomil�metros e os livros do caio. fernando abreu, claro. porque gostamos tanto. e seria bonito fazer uma lareira com folhas cre-pi-tan-do. n�o, n�o � romance ingl�s. estamos aqui demonstrando nossos parcos conhecimentos liter�rios, n�o � isso, baby? que bonito uma lareira com folhas de livros de caio e oscar. wilde, claro. podia ser tio-av� do caio, voc� disse, entre o barulho morno das folhas cre-pi-tan-tes, o som de hinos sobre o zod�aco, fluminense, n�o-sei-qu�-mais. mas gostas de mim, n�o �? s� que voc� n�o � jo�o do rio, baby. n�o � cazuza na lapa-doismilecinco. n�o � jamesjoyce-tr�pego no largo da carioca. n�o �. o trocadilho � p�ssimo, mas n�o resisto. eu n�o caio mais nessa de samba-can��o derramado, meu amor. porque gostamos tanto. de juras fingidas. das fric��es que imaginas. a voz rouca de �ngela ro-ro saindo pela janela enquanto te jogas sobre o vidro do carro: louca, tu �s. n�o, baby, talvez a letra n�o seja exatamente assim. mas nem tudo � assim como a gente imagina. (que pena). e eu n�o estou a fim de ver cinema. passo noites em claro � beira do teu corpo bronzeado. entre mel & girass�is, honey. mas tudo t�o agridoce. saudades de audrey r�-p-b�rnnn, de voc�, minha bonequinha de luxo. n�o, n�o �s, mas vai ser. louca, tu �s. n�o, mas vais ser. gata-mist�rio. n�o �s, mas vai ser. take the mystery train, in the smoke, on the copacabana beach � voc� no front. avant la lettre. avant-garde. aguardo resposta sua no m�s que vem.

28.3.05

Conhocedes a donzela por que trobei, que avia nome Dona Biringeja Vedes camanha perfia e cousa tan desguisada: des que hora foi casada chaman-lhe Dona Maria.

26.3.05

quem ouvir o oba-l�-l� ter� feliz o cora��o

25.3.05

nunca vens quando dizes que vens mas por outro lado � certo que vens
sexta-feira da paix�o chuvosa e chamilly l� em assville, bancando o rimbaud, trabalhando durante o show do the temptations. se eu estivesse l� dedicaria a ela esta baladinha melosa, piegas, brega, rom�ntica, pueril e banal: my girl i got sunshine on a cloudy day when it's cold outside i got the month of may i guess you say what can make me feel this way my girl talking about my girl my girl i got so much honey the bees envy me i got a sweeter song than the birds in the trees well i guess you say what can make me feel this way my girl talking about my girl my girl i don't need no money fortune or fame i got all the riches baby one man can clame well i guess you say what can make me feel this way my girl talking about my girl my girl talking about my girl i got sunshine on a cloudy day my girl i even got the month of may with my girl
Ana vezenquando alardeando ocasos enseja o tra�o mais m�scara da noite elogio � maquiagem p�s-tudo cart�o-de-visita-garota-de-outdoor-anti-temporal nunca desmesura medida exata. enquanto os tratos passam pelo mesmo novo velho pa�s suas armadilhas j� batidas e os pratos continuam cheios da mesma nova velha fome e os ratos n�o saem de si ent�o � previs�vel demais vigiar pela greta seu longo sorriso rio cim�lio e aportar quimeras em l� maior. nada de la�o-de-fita na can��o n�o jogue amarelinha com suas sombras. (renata cabral) ...................... a�. esse poema me arrepia. e me arrepiou ainda mais l� no sarav�. e � sempre bonito ouvir o �sse si-bi-lan-do no verso final. sempre presto aten��o nisso. e ent�o eu digo mais uma vez: a renata � uma poeta pequenininha [no tamanho] e com uma intensidade que, putz. acho que � por isso que eu me lembrei dela vendo o brasileirinho, da beta bethania, na casa de dot� e linus - ei, linus, linus ainda existe? e a renata nem acredita quando digo isso. pode? no mais, fico assim, como diz dona lilica, sem cr�tica construtiva ou desconstrutiva - ou desconstrutivista. me arrepia e ponto final. o prefiro ficar com o efeito, como dizem. techau.
Uma revolu��o saud�vel Se voc� fizer uma revolu��o, fa�a-a por prazer, n�o a fa�a numa seriedade horr�vel, n�o a fa�a numa determina��o mortal, fa�a-a por prazer. N�o a fa�a porque odeia as pessoas, fa�a-a s� para cuspir nos olhos delas. N�o a fa�a por dinheiro. fa�a-a e dane-se o dinheiro. N�o a fa�a pela igualdade, fa�a-a porque temos igualdade demais e porque seria engra�ado atrapalhar a ordem e ver para que lado as pessoas iriam. N�o a fa�a para as classes trabalhadoras. Fa�a-a para que todos n�s possamos ser pequenas aristocracias e n�o fazer nada como alegres burros fugidos. N�o a fa�a, de toda forma, pela For�a de Trabalho internacional. Trabalho � algo que j� tivemos em demasia. Vamos abolir o trabalho, vamos acabar com o trabalho! Trabalho pode ser alegre, e os homens podem ter prazer nele; ent�o n�o � labuta. Vamos fazer assim! Vamos fazer uma revolu��o por prazer! (D.H. Lawrence, trad. M�rio Alves Coutinho)
PROCURA-SE cafet�o descafeinado para agenciar garotas de fino extrato. de banco, banc�rio, balc�o. e de tomate. Tratar com Virg�nia V. 7945-6969 ...................... (em parceria com lu moreno e michel mingote)
Possibilidades

Prefiro cinema.
Prefiro os gatos.
Prefiro os carvalhos nas margens do Warta.
Prefiro Dickens a Dostoiévski.
Prefiro-me gostando dos homens
em vez de estar amando a humanidade.
Prefiro ter uma agulha na linha.
Prefiro a cor verde.
Prefiro não afirmar
que a razão é culpada de tudo.
Prefiro as exceções.
Prefiro sair mais cedo.
Prefiro conversar com médicos sobre outra coisa.
Prefiro as velhas ilustra��es listradas.
Prefiro o ridículo de escrever poemas
ao ridículo de não os escrever.
No amor prefiro os aniversários não redondos
para serem comemorados cada dia.
Prefiro os moralistas,
que não me prometem nada.
Prefiro a bondade esperta à bondade ingênua demais.
Prefiro a terra à paisana.
Prefiro os países conquistados aos países conquistadores.
Prefiro ter objeções.
Prefiro o inferno do caos ao inferno da ordem.
Prefiro os contos de fadas de Grimm às manchetes de jornais.
Prefiro as folhas sem flores às flores sem folhas.
Prefiro os cães com o rabo não cortado.
Prefiro olhos claros porque os tenho escuros.
Prefiro as gavetas.
Prefiro muitas coisas que aqui não disse,
a outras tantas não mencionadas aqui.
Prefiro os zeros à solta
a tê-los numa fila junto ao algarismo.
Prefiro o tempo do inseto ao tempo das estrelas.
Prefiro isolar.
Prefiro não perguntar quanto tempo ainda e quando.
Prefiro levar em consideração até a possibilidade
do ser ter a sua razão. (Wislawa Szymborska)

24.3.05

precisamos de uma revolu��o saud�vel por aqui... mas o blogger n�o est� ajudando...

22.3.05

sarav�, my brother! ent�o. quando ricardo aleixo, o jaguadarte, nos convidou para participar do sarav� em comemora��o ao dia mundial da poesia, s� consegui pensar em duas coisas: a m�sica sarav�, de arnaldo baptista, rita lee e s�rgio dias, e o poema na esfera da produ��o de si mesmo, de waly salom�o. a�, pensando aqui, escrevendo rapidinho, digo que: foi realmente uma experi�ncia fant�stica ver aquele grupo de poetas, cada um falando � sua maneira, seu olhar sobre a poesia. tudo muito diverso e uno. tudo poeta batuta botando a poesia pra ferver aqui neste belorizontem de meu deus. quanto � esfera da produ��o de si mesmo, acho que o grupoPOESIAhoje achou o tom, sabe como �? n�o sei explicar aqui t�o rapidinho, mas eu via o pessoal em cena e fiquei pensando que bonito que cada um est�, texto & corpo tomando forma na performance. e ainda a participa��o mais que especial no POESIAhoje de luciana moreno, nossa contra a regra, e fernanda mendon�a, a mo�a que manda no figurino. fora isso, senti falta dos meus excelent�ssimos convidados, os quais n�o foram nenhuns. � exce��o, claro, de minha m�e, que acabou ficando conhecida como a m�e da autora acossada. a culpa n�o � dela, quer dizer, a m�e da autora acossada n�o � a minha m�e, eu devo dizer, ainda que ningu�m acredite... mas pude encontrar a querid�ssima gabriela pilati... filha do poeta waldemar euz�bio, que estava transbordante no palco. vou parar por aqui, porque isso t� ficando com cara de coluna social... mas eu s� queria dizer que � uma alegria muito grande poder me dirigir em agradecimento a todas as pessoas bon�ssimas boniss�ssimas que me acolhem sempre na maior alegria me acolhem me aquecem � uma grande alegria � uma alegria muito grande n�o tenho do que me queixar

19.3.05

Se os poetas fossem menos bestas E se fossem menos pregui�osos Fariam todo o mundo feliz Para poderem tratar em paz dos seus sofrimentos liter�rios (Boris Vian)
a� um dia deixei minha irm� mais nova, onze anos, brincar com minha m�quina de escrever. ela ficou fascinada. queria digitar. deixei. expliquei o mecanismo b�sico da coisa. depois encontrei esta p�rola: "HEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHE (RISADA) UMA MANEIRA DE RIR ( MUITO ) EU ACHO MAIS DE 50% DE VIRAR DA CAMA (CAIR DA CAMA) MAS ISSO � MUITO ENGRA�ADO TEM CADA HIST�RIA DE COM�DIA PURA;----------! TUDO EXISTE GRA�AS A LITERATURA BRASILEIRA TEM CADA HIST�RIA D+ AVENTURA JOIA! A TUDO NESSA VIDA TEM QUE RIR UM POUCO UM POUCO? TEM QUE SER MUITO tem QUE SE APROVEITAR MUITOOOOOOOOOO! CADA CEGUNDO DA VIDA APROVEITAR A CULTURA, HIST�RIA, E ETC... hehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehehe"
sem data II circundo seu nome coisa sem espectro sem palavra. um �s de colete, eles diziam. aleluia am�m eles diziam � beira da cal�ada. um corpo emborcado. um homem circunspecto rodando sobre os pr�prios calcanhares. havia um dia sem poente. um nada sem sono sem sal. substantivava o que n�o tinha som o que n�o tinha nome. sopro. palavra. eu te amava.
sem data gravo seu corpo na mem�ria da minha m�o. longas tiras da lembran�a. atos de amor arrancados do papel. ao som do bandone�n minha mem�ria dan�a. sei l� se me lembro bem ou mal de voc�

17.3.05

For no one You find that all the words of kindness linger on When she no longer needs you She wakes up, she makes up She takes her time and doesn't feel she has to hurry She no longer needs you And in her eyes you see nothing No sign of love behind the tears Cried for no one A love that should have lasted years! You want her, you need her And yet you don't believe her when she said her love is dead You think she needs you And in her eyes you see nothing No sign of love behind the tears Cried for no one A love that should have lasted years! You stay home, she goes out She says that long ago she knew someone but now he's gone She doesn't need him Your day breaks, your mind aches There will be time when all the things she said will fil your head You won't forget her And in her eyes you see nothing No sign of love behind the tears Cried for no one A love that should have lasted years!

11.3.05

10.3.05

esses dias
leio o poema de ana c. que julius me disse ao telefone outro dia, tarde da noite, num momento de delicadeza. engra�ado. n�o encontrei a parte a arte de esquecer n�o � nenhum mist�rio. engra�ado tamb�m esta parte do poema gritar tantas vezes na minha cara durante esses dias. primeiro waly salom�o. depois ana c.. e a bishop l�, gritando na minha cara. comecei a semana, domingo, revendo a entrevista que clarice lispector deu � tv cultura. fiquei mais impressionada do que nunca, acho. aquela mulher que falava de seu t�mulo. aquela autora acossada, morta e l�cida. nunca tinha sentido aquela entrevista dessa forma. o inc�modo dela. a for�a de dizer que nunca havia assumido o ser escritora. saindo de l�, demos de cara com um menino com o rosto j� dando sinais de caveira. cambaleava de fome, escorava pra sentar no banco do �nibus. um sil�ncio pesado. n�s tr�s olhando o menino quase morto.

7.3.05

cantada da semana ser-me-� poss�vel declinar teu verbo?
Cartilha da cura As mulheres e as crian�as s�o as primeiras que desistem de afundar navios. (ana cristina cesar, a teus p�s)
coroa santa, coroa santa, coroa santa l� no c�u, l� no mar �, coroa santa, deixa as portas abertas pra felicidade entrar
zhang huan, carne e texto

6.3.05

Eu sou Stela do Patroc�nio Bem patrocinada Estou sentada numa cadeira Pegada numa mesa nega preta e crioula Eu sou uma nega preta e crioula Que a Ana me disse. (Stela do Patroc�nio)
vi 'stro dia somos todos iguais mas mulheres e crian�as primeiro

3.3.05

admite-se modista que mande no figurino. corte e costure demandas. nos neg�cios e no amor. tratar no ateli� de pratiti

2.3.05

quem disse que mariana n�o recebe cartas? la calavera de cupido. (Tambi�n Cupido el travieso Despu�s de muerto es tronera, Y llora de amor el hueso Como todo calavera) para ler tudim, aqui. ............ achei aqui neste site legal � be�a.

ser� o amor um antro de criminosos?

Blue Velvet She wore blue velvet Bluer than velvet was the night Softer than satin was the light From the stars She wore blue velvet Bluer than velvet were her eyes Warmer than May her tender sighs Love was ours Ours a love I held tightly Feeling the rapture grow Like a flame burning brightly But when she left, gone was the glow of Blue velvet But in my heart there'll always be Precious and warm, a memory Through the years And I still can see blue velvet Through my tears She wore blue velvet But in my heart there'll always be Precious and warm, a memory Through the years And I still can see blue velvet Through my tears (Bernie Wayne/Lee Morris)

1.3.05

me sentindo esquisit�ssima procurando fotos de v�sceras, bra�os, corpo, seres humanos. mas eis que me deparo com v�rios blogues portugueses j� meio mortos, mas interessant�ssimos. foi assim que encontrei PAN DE MUERTOS This is a version of the bread that is made for the November 2 celebration known as the D�a de los Muertos (Day of the Dead) in Mexico. You can also mold the bread into different shapes like angels and animals. Ingredientes: Una taza y media de harina Media taza da az�car Una cucharadita de sal Una cucharada de semillas de an�s Dos paquetitos de levadura Media taza de leche Media taza de agua Media taza de mantequilla Cuatro huevos Entre tres y cuatro y media tazas de harina Preparaci�n: Mezcle todos los ingredientes secos menos las 3 - 4 1/2 tazas de harina. En una olla caliente la leche, el agua y la mantequilla. A�ada la mezcla l�quida a la mezcla de ingredientes secos. B�talo bien. Agregue los huevos y una taza y media de harina. B�talo bien. Agregue el resto de la harina poco a poco. Sobre una tabla enharinada, amase por unos 9 - 10 minutos la mezcla. Ponga la masa en un recipiente engrasado, y deje que levante hasta que haya doblado su tama�o (aproximadamente hora y media al nivel del mar). Para que la masa se encoja, d�le pu�etazos y f�rmela de nuevo con unos "huesos" de masa encima para decorarla. Deje que levante una hora m�s. Hornee a 350 degrees F (175 degrees C) por unos 40 minutos. Despu�s de hornearlo, espolvor�ele az�car glas y az�car coloreado. ------------- s� n�o me lembro agora como s�o chamadas os versinhos (de humor negro) que s�o feitos para presentear os amigos no dia de finados, no m�xico... sei que chamilly sabe. algu�m mais sabe a�
quartzo, feldspato & mica