24.11.04

chamilly continua sua longa jornada invernal. de beja at� os cassinos dos iankees. em poucos dias chegar� na neve. ver� se os casais novaiorquinos realmente comem torradas com ovos em seus apartamentos de tijolos � mostra ao som de lover come back to me. promete n�o se casar com um belga, principalmente se ele for um can�rio. mandar� um postal e uma foto com um boneco de neve com cenoura no nariz. contudo, mariana alcoforado n�o os receber�
olha quem ta� tamb�m...
de repente (di�logo entre meu ser e o ser alheio da minha orientadora) - o br�ulio me contou que voc� � uma grande repentista... - ?... repentista? eu? - �... uma grande repentista. - ??... eu fiz um cordel uma vez, mas nem fui eu que li... foi o leo... mas repente n�o... - ele que me falou, o br�ulio... - que estranho... - mas voc� n�o faz nada? trocadilho? - ah, trocadilho eu fa�o... - ah, ent�o � isso... ele disse que voc� � uma grande trocadilhesca... muito boa mesmo... mas eu disse que nunca vi... voc� fica escondendo o jogo menina, precisa mostrar...

22.11.04

Como � que eu devo fazer um muro no fundo da minha casa. Arthur Bispo do Ros�rio, s/d.

20.11.04

Nova enxurrada de br�gida campbell e marcelo ter�a-nada!

dispon�vel no site do grupo poro. ............... o mocim e a mocinha est�o tamb�m em Segundas Impress�es Exposi��o coletiva de gravura na galeria do Sesi-Minas. Participam: Ananda Sette, Ariel Ferreira, Br�gida Campbell+Poro, Fl�via Carvalho, Eloisa Etelvina, Iara Ribeiro, Jaider Laerdson, Ma�ra Caldas, Mateus Pedrosa e Tabajara. A abertura acontece dia 23 de novembro, a partir das 20h. A galeria do Sesi fica na R. Padre Marinho, 60 - Santa Efig�nia, BH/MG. A exposi��o ficar� em cartaz at� o dia 12 de dezembro.

19.11.04

Abram as janelas da academia. Aluno mudo aluno bom. Cego e surdo n�o, os professores gostam de certo reconhecimento. Um ousa fazer ponte entre o simulacro narrativo e o de Brecht. Cala-te, nem quero te ouvir inteiro. N�o ouse. N�o tente estabelecer rela��es entre um e ---- mesmo antes de te ouvir sei que est�s errado. Aluno med�ocre aluno bom. Para que construir pontes? O professor � aquele que constr�i estradas e n�o anda. Abre a franquia de um certo pensador renomado, repete sua cartilha, d� uma floreada, uma parafraseada e repete e repete repete, repete-se. Rodeia o toco daquele pensamento incont�veis vezes e n�o se esquece de abanar o rabo. Franquia Blanchot. Franquia Derrida. Franquia Deleuze. O ensino est� no papel, meu amigo. As portas est�o fechadas. Sil�ncio! O professor est� falando. O EU todo imensid�o todo saber o EU gigante pela pr�pria natureza. E as paredes nem respiram. Brancas. P�lidas. Olhos por todos os lados. Atentos, mudos. Irritados, mudos. Massacrados, mudos. Derrotados, mudos. Desafiados, mudos. Ora, olhos n�o falam. Outro ousa discordar. Cala-te, nem quero te ouvir inteiro. N�o est�s aqui para criar um contra-senso, para opinar. Est�s apenas para dizer am�m. Aluno med�ocre aluno bom. Se disser tipo assim eu achei engra�ado o pai quebrando todos os santos de Emilie e Emilie escondendo o Cor�o, melhor. A hist�ria religiosa da humanidade nem � sangrenta. Por que o aluno se assustaria com essa viol�ncia, com essa intromiss�o na cultura e no credo do outro? � t�o normal invadir o outro, desrespeit�-lo, destruir Malvinas, Congo, Falujah. Aluno engra�adinho aluno bom. O curso � de letras, ele vai ser cr�tico liter�rio, por que iria criticar alguma coisa? Cr�tico critica? Ou cumpre listas editoriais? O professor de letras at� se esquece, quando � conveniente, que a palavra � uma arma e que o gesto, principalmente no mundo �rabe, � linguagem. Nem quer ouvir o perambular de Waly Salom�o. N�o muito diferente do outro, que na mat�ria Leitura de Poesia cometeu a gafe de passar a aula toda lendo Olavo Bilac no dia da morte de Waly. As janelas da academia est�o fechadas. Sil�ncio! N�o se queixe. As paredes nem respiram. Tem professor que vive atr�s da mesa, tem medo da voz do pr�prio corpo, se esquece que o corpo fala. Ministra literatura infanto-juvenil e n�o menciona o pr�mio internacional pelo conjunto da obra de Lygia Bojunga. Talvez ele n�o tenha lido o jornal daquele dia. Professores t�m frases mesmo surpreendentes, p�rolas de sala-de-aula: �Voc�s n�o sabiam que a fam�lia de Hilda Hilst s�o os c�es da Casa do Sol?� �Eu gosto da poesia da Hilda, da prosa, algumas coisas, o teatro n�o quero nem ler, por antipatia mesmo.� �A prosa da Hilda Hilst � chat�ssima, eu n�o entendo nada, � como algumas narrativas da Clarice, A ma�� no escuro, por exemplo.� �Estou orientando uma disserta��o sobre poesia concreta, que eu detesto, acho chat�ssimo, o aluno vem todo empolgado, ai que pregui�a.� �..............................................................................................................................................� Eles s�o mesmo gigantes pela pr�pria natureza, imp�vidos, patetas de salto alto. Faltam aulas e aulas e aulas, mas n�o se esquecem de mandar a lista de chamada. Justificativa? Estava cuidando do meu cachorrinho. Bons burgueses acomodados requentando em banho-maria, fogo bem baixo bem baixo, as fatias de Theodor Adorno, dourando em gordura velha as quinquilharias can�nicas. C�es adestrados, atentos a qualquer aluno que respire fora do compasso. Se carregar retroprojetor e levar aguinha, aluno bom aluno A. Eles t�m o requinte de dar total para o grupo e C para o aluno-eu � porque aluno n�o pode ser eu, inst�ncia do professor, EU, aluno � n�mero, bunda na cadeira, irrespir�vel, n�mero de matr�cula, senha acad�mica. Coitados n�o perceberam que o aluno-eu tamb�m sabe escrever com pseud�nimos. Mas eles insistem, repetitivos no seu of�cio, munidos para os jogos de poder. N�o pense. Fique torto no seu canto. E as paredes nem respiram.
rimas bestas & felizes vol. I tenho muitas borboletas e por isso sou feliz vezenquando pego elas e as ponho no nariz

16.11.04

Dan�ando no forr� Warlei de Carvalho Ferreira Quero dan�ar At� o meu corpo N�o ag�entar Poder sentir O perfume das mulheres Que est�o ali E dan�ar junto Com as meninas Para que elas Possam me dar Uma chance Para beijar Sua boca E dizer eu te amo Vamos dan�ar forr�.
nem sei se eu podia colocar isso aqui. mas quinta-feira foi o �ltimo dia que dei oficina pros meninos. recebi a not�cia de que eu n�o ia mais continuar por falta de grana da ong. e o pior � que � verdade. fiquei triste. abri o berreiro com os meninos na hora da despedida. levei poeminha de joan brossa porque sou eu. e era um pedacim de mim que eu queria deixar com eles. porque foi grande o meu aprendizado. hoje estou aqui acabando de organizar os livrins dos meninos para serem publicados no pr�ximo ano. com um n� na garganta. os meninos (e meninas, embora poucas) s�o adolescentes da zona leste de bh, em sua maioria. e est�o em situa��o de risco social, como o jarg�o manda dizer. e poesia � risco, n�o � mesmo? e � impressionante a for�a da poesia deles. o tema de trabalho deste ano � gravura, grafite e escrita urbana. nosso �ltimo trabalho foi o que o pessoal denominou cordel de rua. e apareceram coisas lindas. eu me apaixonei pelo cordel do cl�rique. ele � um menino de uns 17 anos. desenha lindamente e toca viol�o. faz trocadilhos sem saber o que �. e inventa as palavras mais valises que eu j� vi. e ele est� todo empolgado, j� fez a boneca do livro e o estudo pra gravura. bom, ta� embaixo o trabalho bonito do mo�o pra todo mundo ver. CAMINHO DA ESCOLA Cl�rique Henrique Gonsalves Rodrigues Gomes Com licen�a que agora vou contar A minha trajet�ria Que um dia vai acabar. Tudo come�a quando o dia anoitece, ponho o rel�gio para despertar e acordo antes do galo cantar. Levanto, arrumo o material, tomo um banho sensacional para me animar depois de acordar. Tomo um caf� bem quente, ardente, a�ucarado para me despertar do sono de matar. O p�o que acompanha o caf� � l� da vila do man�, quente que d�i at� o p�. Escovo os dentes, pe�o b�n�a a meus pais e saio de casa alegremente junto com meu Senhor zeloso e guardador. Na rua pego o caminho de terra para o asfalto, sujo meu t�nis como se tivesse pisado no estrume da F�nix. Depois disso tudo, chego no ponto e fico a esperar o �nibus passar, o motorista na janela sem ao menos perguntar. Fico a esperar o outro passar. Pois tenho que chegar antes das 7:00 horas. Fico com medo de me atrasar. Mas antes de chegar a lota��o passa e deixa cada passageiro em seu lugar. Eu fico l� perto do �Hospitar� onde pego uma rua bem escura e come�o a cantar. Chego perto do Col�gio Arnaldo e fico a observar o rel�gio da prefeitura mostrar os an�ncios, as horas de BH. Pego a rua que corta a avenida Afonso Pena e fico a observar os autom�veis passar. Atravesso a avenida e continuo a andar at� chegar perto do col�gio particular Sagrado Cora��o de Jesus com fachadas azuis. Olho para frente e vejo a Contorno l� onde o �nibus Circular n�o p�ra de passar. Ando mais devagar porque sei que j� estou quase chegando l�! na rua Passa Tempo onde o tempo n�o p�ra E nunca cansa de passar. Mas antes de chegar Passo na rua da Igreja Nossa Senhora do Carmo. Par�quia que cedeu o lugar Para a Escola Presidente Ant�nio Carlos ficar � conhecida pelos jovens como Tonh�o Hoje no bairro Sion, esquina com avenida Nossa Senhora do Carmo, n�mero 600. Escola onde Cl�rique Henrique Gonsalves Rodrigues Gomes escolheu para ficar. Fez muitos amigos por l�. Alguns agora eu vou citar: Carlos, Nat, Evan, Raquel, Manel, Taiana, Lilica e Tat�. Alguns est�o comigo desde a 4� s�rie e l� pretendem se formar, passar no vestibular, ir para a faculdade e pessoas bem-sucedidas se tornar. Obrigado minha gente Por ter lido at� o final. Desculpe-me pela hist�ria. Se gostou, muito obrigado. Mas, se n�o gostou, Essa era a �nica que eu tinha pra contar.
sabe que o meu gostar por voc� chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo voc� pois se eu acordava no meio da noite s� pra ver voc� dormindo meu deus como voc� me do�a vezenquando eu vou ficar esperando voc� numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma pra�a ent�o os meus bra�os n�o v�o ser suficientes para abra�ar voc� e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme s� olhando voc� sem dizer nada s� olhando olhando e pensando meu deus ah meu deus como voc� me d�i vezenquando (caio fernando abreu; harriet)
mel & girassol porque eu sempre me lembro, vou sempre me lembrar ao som de nara le�o & jo�o gilberto & n�o sei mais quem poder� cantar se algu�m perguntar por mim, diz que fui por a� & tantas outras bossas mais. porque � muito tarde e sempre a lembran�a, a palavra que me devora, a que meu cora��o n�o diz. n�o poder dizer porque o �nibus j� vai partindo. e eu queria tanto dizer que. adelina tamb�m em sua solid�o de ovo de chocolate partido no ch�o & sapatinhos vermelhos sujos de porra numa bela manh� de domingo de p�scoa. por enquanto � s� um rascunho.

12.11.04

os americanos s�o muito inteligentes!

n�o sei por que, mas tive uma grande sensa��o de desconforto vendo essas fotos. talvez por eu mesma fazer parte desse "rest of world" que est� fudido mesmo. sumiram com biafra. agora o oriente m�dio. depois do resto da �frica vem am�rica latina? � s� uma quest�o de tempo. talvez at� porque seja uma atitude tipicamente americana tirar fotos com seus cachorros e gatos est�pidos se desculpando pela outra metade da popula��o que, a� sim, � idiota, n�o � mesmo? essa burrice americana j� � cultural. sei l�. n�o sei se estou sendo muito radical, mas essa mea culpa deles n�o colou mesmo. soou como caridade de dogville. estava conversando com uma senhora que � muito m�, segundo ela. ela morou quatro anos na terra dos yankees e diz qui morre de felicidade, que tem vontade de abrir um champanhe cada vez que v� que n�o-sei-quantos americanos morreram durante a passagem de um tuf�o. que n�o-sei-quantos americanos morreram num desastre tal. "eu sei que aquelas velhinhas, aquelas criancinhas, aquelas dona de casa n�o tem culpa, mas eu sou gente. eu sou muito humana. eu posso ser cruel pelo menos uma vez, n�?" ela tamb�m diz que j� pode morrer feliz. que se o imp�rio americano n�o caiu, ela j� teve oportunidade de ver uma poeirinha caindo. ela estava se referindo � paran�ia norte-americana. bom, e como diz um outro amigo meu, "pau no cu dos prejudicados". por enquanto � s�, pessoal.

10.11.04

GRUPO OFICCINA MULTIM�DIA da Funda��o de Educa��o Art�stica Est�o abertas as inscri��es para a 4� BIENAL DOS PIORES POEMAS: "Transcriando Cl�ssicos" VOC� TAMB�M PODE PARTICIPAR! INFORME-SE NO SITE www.oficcinamultimedia.com.br TEL: (31) 3221- 6200

2.11.04

as piores tradu��es I don't do the dishes But Adelia doeshes (trad. elton mesquita)