31.10.04

porque ela tem sempre raz�o. porque essa m�sica � dela. porque. sim. LOLA Sabia Gosto de voc� chegar assim Arrancando p�ginas dentro de mim Desde o primeiro dia Sabia Me apagando filmes geniais Rebobinando o s�culo Meus velhos carnavais Minha melancolia Sabia Que voc� ia trazer seus instrumentos E invadir minha cabe�a Onde um dia tocava uma orquestra Pra companhia dan�ar Sabia Que ia acontecer voc�, um dia E claro que j� n�o me valeria nada Tudo o que eu sabia Um dia (chico buarque)

28.10.04

poesia � risco e eu andando t�o drummond (como dizem) sem saber.

21.10.04

RECICLE UM POL�TICO

esse wadson lima com cara de palha�o ficou �utimo... como pode ter tanta cara de cretino?...

marcelo ter�a-nada sempre � boa fonte... e eu aqui dando a data errada... tsc tsc tsc... sobre a zona de ocupa��o no centro de cultura...

20.10.04

essa fada essa fada essa fada
e dia 22/10, sexta-feira, de 13h at� de noit�o tem zona de ocupa��o no centro de cultura de belo horizonte. os situacionistas de bh t�m seu jeito de mostrar.
o grupo poesia hoje - quer dizer, hoje n�o: deixa pra amanh� porque hoje eu t� cansada... - vai apresentar um "sarau" (o termo � dos direitos) no dia 22/10, sexta-feira agora, �s 9h, na faculdade de direito - a vetusta, segundo dizem. (eu prefiro dizer que a gente vai dar uma batida po�tica l�. mas, enfim, chamem do que quiserem, mas chamem. e de prefer�ncia que seja o ladr�o.) o "sarau" faz parte da semana cultural do direito (de fazer semana cultural). a programa��o t� bacaninha. tem o povo do cenas curtas do galp�o (quem n�o viu o ba� e o cobertor e a bicicleta tente n�o perder dessa vez), na segunda-feira, 25/01, �s 20h, no audit�rio. nesse mesmo dia tab�m tem palestra com ant�nio grassi e s�rgio mambert sobre pol�tica nacional de cultura e o papel do estado. e tem mais um monte de coisa. � at� dia 27/10, quarta-feira. de gra�a.

19.10.04

NOTURNO (Sugest�es de um poeta, faminto) Tudo cor de azeitona. Fim do m�s. Noite op�para: a lua, qual peda�o De manjar branco, gira pelo espa�o. Ergue?se o monte como um bolo ingl�s. Vejo a calda do oceano e a languidez Da gel�ia d'arbustos que, em mela�o De orvalho, treme � aragem. H� um baga�o De nuvens no ar. O mar, de vez em vez, Lan�a n'areia espumas de cerveja... Vejo um sorvete e at� de abacaxi Sob a forma de torre de uma igreja! Pelo espinheiro al�m, quanto palito! E as estrelas, no c�u, longe daqui, S�o biscoitos jogados no infinito! (emilio de menezes) mais? aqui, �.
dia 20 est� chegando. contudo, mr. rimbaud ir� nascer de novo em outra data. coisas do pessoal da letras. o 150� anivers�rio ficar� para novembro, dizem. continuem aguardando. haver� convites exclusivo para o baile dos enforcados.

Anna Bella Geiger, Sobre a Arte, 1977.

"o que n�o est� nos autos n�o est� no mundo" (brocardo: ditado-princ�pio jur�dico ou brocado do ricardo) "o que est� no alto � como o que est� embaixo." (hermes trismegistro)
- � curioso, as crian�as v�o acabar tornando a humanidade mesquinha. (marguerite duras, moderato cantabile)
uma amiga mandou uma piada por email... e h� dois dias me pego rindo sozinha por causa dela. - voc� sabe como fazer para ganhar um choquito? � s� enfiar o dedito na tomadita.

17.10.04

14.10.04

dia 20 de Outubro, 150 anos de nascimento de Arthur Rimbaud. Aguardem.

Havia um velho senhor no Paran� que ensinava corujas a tomar ch�, pois dizia: "Comer rato, educado n�o � de fato", aquele am�vel senhor do Paran�. (Edward Lear, trad. Marcos Maffei)

13.10.04

e por falar em amor... quem gosta da iai� tem seu jeito de mostrar fica essa gata chatonilda aqui miando quin�m buzina de velotrol. eu digo que ela � uma horrorosa: � uma gata de sabar�. ronrona quando gosta. ronrona quando acha ruim. d� conta de tudo na casa. � um estrup�cio. solta pum. tem bafo. enterra a cara na vasilha de ra��o e come at� cansar. a barriga quase arrasta no ch�o. enche o saco da l�ri o dia inteiro. come quando n�o tem fome s� pra atrapalhar a l�ri comer. bebe �gua e senta na vasilha de ra��o. mama na l�ri. brinca com o rabo da l�ri quando ela s� quer ficar quieta. brinca com a vasilha de ra��o. brinca com a comida. faz o coc� mais fedorento de todos os coc�s de gato do mundo. � espa�osa. � reclamona. � destrambelhada. � levemente estr�bica. faz de conta que � arredia s� pra contrariar. adora papel. faz xixi na marta, a planta que � uma mata. gosta muito de derrubar as plantas da casa, mas tem uma afei��o especial por am�lia, a brom�lia. mas � recorrente me ouvir - ou ouvir o linus dizer, com a iai� no colo ou olhando o andar desengon�ado dela, que ela vai sentir falta da gente. que ela n�o vai se acostumar a viver longe da gente. que ela vai sentir muita falta da l�ri quando todos n�s mudarmos. acho que n�s � que seremos os verdadeiros �rf�os da iai�...

12.10.04

tava aqui ouvindo a jussara silveira cantando desencontro, do chico e toquinho, e me lembrei de que fui ver brilho eterno de uma mente sem lembran�as. e a� eu fiquei pensando. o roteiro n�o � l� essas coisas. quero ser john malkovich e adapta��o, outros roteiros desse mo�o, o charlie kaufman, s�o bem melhores. brilho eterno de um t�tulo sem lembran�as n�o � grandes coisas. n�o mesmo. e apela, sim, para a pieguice, ao contr�rio do que contam as sinopses. e tem uma trama legal, mas v�rias tramazinhas bem fracotes ao redor dela. e o mais importante nem � o cara que faz caretas, o jim carrey. e ele nem faz muitas caretas nesse filme, e isso eu gostei. nem a kate winslet, linda que ela est� de "azul ru�na" e "agente laranja" no cabelo, � t�o importante assim. o mais importante � uma coisa que eu gosto muito de pensar. e que, de certa forma, foi uma das coisas que me fez gostar de hiroshima mon amour. mas eu gostei de hiroshima n�o s� por isso, � verdade. mas inclusive por causa disso - n�o � assim que dizem? ent�o. � que � uma coisa que eu sempre penso. gosto de gastar meu pensamento assim quando eu fico vou a p� de algum ponto a outro da cidade. da minha casa at� a cristiano machado, por exemplo. e olha que � longe. ent�o, � isso. o t�tulo eterno de uma mente sem lembran�as me fez pensar que tem mais gente que pensa isso no mundo. pode at� parecer �bvio isso. e tamb�m � obvio que isso � muito bonito e ainda faz as pessoas chorarem. parece que existe uma mem�ria do amor que � imposs�vel de ser apagada. e isso � sempre o mais bonito, pois n�o? quer dizer, o amor � sempre o mais bonito. algu�m discorda?

.feliz dia das crion�as.

Hip�teses para absolver Cam�es (a parte derradeira) Hip�tese n�7 Os Lus�adas salvaram-se por si pr�prios. Afinal, sempre souberam navegar. Cam�es s� fez encontr�-los na praia. Hip�tese n�8 Os Lus�adas foram salvos porque estavam dentro de Cam�es. � mesmo absurdo supor que seria poss�vel salvar pap�is num naufr�gio. T�o trabalhosos de compor, Cam�es j� tinha Os Lus�adas gravados em si. Salv�-los era salvar-se. Quanto a Dinamene...

HOMENAGEM AOS HOMENS QUE AGEM para demonstrar nossas conterna��es pelo remake de "a escrava isaura" na record, ta� um poema do bom e velho Bernardo Guimaraes. O Elixir do Paj� Que tens, caralho, que pesar te oprime que assim te vejo murcho e cabisbaixo sumido entre essa basta pentelheira, mole, caindo pela perna abaixo? Nessa postura merenc�ria e triste para tr�s tanto vergas o focinho, que eu cuido vais beijar, l� no traseiro, teu s�rdido vizinho! Que � feito desses tempos gloriosos em que erguias as guelras inflamadas, na barriga me dando de cont�nuo tremendas cabe�adas? Qual hidra furiosa, o colo al�ando, co'a sanguinosa crista a�oita os mares, e sustos derramando por terras e por mares, aqui e al�m atira mortais botes, dando co'a cauda horr�veis piparotes, assim tu, � caralho, erguendo o teu vermelho cabe�alho, faminto e arquejante, dando em v�o rabanadas pelo espa�o, pedias um caba�o! Um caba�o! Que era este o �nico esfor�o, �nica empresa digna de teus brios; porque surradas conas e punhetas s�o ilus�es, s�o petas, s� dignas de caralhos doentios. Quem extinguiu-te assim o entusiasmo? Quem sepultou-te nesse vil marasmo? Acaso pra teu tormento, indefluxou-te algum esquentamento? Ou em p�vias est�reis te cansaste, ficando reduzido a in�til traste? Porventura do tempo a dextra irada quebrou-te as for�as, envergou-te o colo, e assim deixou-te p�lido e pendente, olhando para o solo, bem como in�til l�mpada apagada entre duas colunas pendurada? Caralho sem tens�o � fruta chocha, sem gosto nem cherume, ling�i�a com bolor, banana podre, � lampi�o sem lume teta que n�o d� leite, bal�o sem g�s, candeia sem azeite. Por�m n�o � tempo ainda de esmorecer, pois que teu mal ainda pode al�vio ter. Sus, � caralho meu, n�o desanimes, que ainda novos combates e vit�rias e mil brilhantes gl�rias a ti reserva o fornicante Marte, que tudo vencer pode co'engenho e arte. Eis um santo elixir miraculoso que vem de longes terras, transpondo montes, serras, e a mim chegou por modo misterioso. Um paj� sem tes�o, um nigromante das matas de Goi�s, sentindo-se incapaz de bem cumprir a lei do matrim�nio, foi ter com o dem�nio, a lhe pedir conselho para dar-lhe vigor ao aparelho, que j� de encarquilhado, de velho e de cansado, quase se lhe sumia entre o pentelho. � meia-noite, � luz da lua nova, co'os manit�s falando em uma cova, comp�s esta triaga de plantas cabal�sticas colhidas, por sua pr�prias m�os �s escondidas. Esse velho paj� de pica mole, com uma gota desse feiti�o, sentiu de novo renascer os brios de seu velho chouri�o! E ao som das in�bias, ao som do bor�, na taba ou na brenha, deitado ou de p�, no macho ou na f�mea de noite ou de dia, fodendo se via o velho paj�! Se acaso ecoando na mata sombria, medonho se ouvia o som do bor� dizendo: "Guerreiros, � vinde ligeiros, que � guerra vos chama feroz aimor�", - assim respondia o velho paj�, brandindo o caralho, batendo co'o p�: - Mas neste trabalho, dizei, minha gente, quem � mais valente, mais forte quem �? Quem vibra o marzapo com mais valentia? Quem conas enfia com tanta destreza? Quem fura caba�os com mais gentileza?" E ao som das in�bias, ao som do bor�, na taba ou na brenha, deitado ou de p�, no macho ou na f�mea, fodia o paj�. Se a in�bia soando por vales e outeiros, � deusa sagrada chamava os guerreiros, de noite ou de dia, ningu�m jamais via o velho paj�, que sempre fodia na taba na brenha, no macho ou na f�mea, deitando ou de p�, e o duro marzapo, que sempre fodia, qual rijo tacape a nada cedia! Vassoura terr�vel dos cus indianos, por anos e anos, fodendo passou, levando de rojo donzelas e putas, no seio das grutas fodendo acabou! E com sua morte milhares de gretas fazendo punhetas saudosas deixou... Feliz caralho meu, exulta, exulta! Tu que aos conos fizeste guerra viva, e nas guerras de amor criaste calos, eleva a fronte altiva; em triunfo sacode hoje os badalos; alimpa esse bolor, lava essa cara, que a Deusa dos amores, j� pr�diga em favores hoje novos triunfos te prepara, gra�as ao santo elixir que herdei do paj� bandalho, vai hoje ficar em p� o meu cansado caralho! Vinde, � putas e donzelas, vinde abrir as vossas pernas ao meu tremendo marzapo, que a todas, feias ou belas, com caralhadas eternas porei as cricas em trapo... Gra�as ao santo elixir que herdei do paj� bandalho, vai hoje ficar em p� o meu cansado caralho! Sus, caralho! Este elixir ao combate hoje tem chama e de novo ardor te inflama para as campanhas do amor! N�o mais ficar� �-toa, nesta indol�ncia tamanha, criando teias de aranha, cobrindo-te de bolor... Este elixir milagroso, o maior mimo na terra, em uma s� gota encerra quinze dias de tes�o... Do macr�bio centen�rio ao esquecido mazarpo, que j� mole como um trapo, nas pernas balan�a em v�o, d� tal for�a e valentia que s� com uma estocada p�e a porta escancarada do mais rebelde caba�o, e pode em cento de f�meas foder de fio a pavio, sem nunca sentir cansa�o... Eu te adoro, �gua divina, santo elixir da tes�o, eu te dou meu cora��o, eu te entrego a minha porra! Faze que ela, sempre tesa, e em tes�o sempre crescendo, sem cessar viva fodendo, at� que fodendo morra! Sim, faze que este caralho, por tua santa influ�ncia, a todos ven�a em pot�ncia, e, com gloriosos abonos, seja logo proclamado, vencedor de cem mil conos... E seja em todas as rodas, d'hoje em diante respeitado como her�i de cem mil fodas, por seus her�icos trabalhos, eleito rei dos caralhos!

9.10.04

Hip�tese n�4 Dinamene aproveitou a oportunidade do naufr�gio para cometer suic�dio, visto que h� muito sofria com a rela��o ap�tica que mantinha com Cam�es, j� que ele s� se interessava por Os Lus�adas. Hip�tese n�5 Dinamene n�o morreu. Afundou no mar e encontrou a cidade perdida de Atl�ntida, onde vive at� hoje, felic�ssima por nunca mais ter ouvido falar d'Os Lus�adas ou sequer uma palavra em portugu�s. Hip�tese n�6 Dinamene simulou o afogamento. Na verdade, serviu-se da ocasi�o para fugir de Cam�es, cuja submiss�o a El Rey n�o suportava. Foi ter � costa da �frica, onde foi recebido por uma tribo e entronada como deusa-rainha. Durante seu reinado, sabotou todas as expedi��es portuguesas que passavam pelo local. (segue)

mariana engordou de amor. est� rosa e arredondada como um morango. culpa da maravilhosa torta de chantilly da chamilly. maravilhosa torta de chantilly da chamilly 1) compre suspiros deliciosos. ou ent�o suspire voc� mesma. suspiro de amor de mariana alcoforado - bata na batedeira (a menos que voc� seja forte como aquelas mulheres que batem manteiga na ro�a ou como aqueles homens que batem manteiga na ro�a) um copo de a��car refinado (que tenha freq�entado as melhores escolas de frankfurt, que isto fique bem claro) para cada clara de ovo. - coloque raspas de lim�o, se poss�vel. - n�o bata muito, sen�o vira marshmellow. - forre a forma com papel manteiga. asse os suspiros por um tempo bom (chuvoso n�o vale). de prefer�ncia em fogo bem alto, pois assim eles ficar�o com aquele meio molinho. - suspire de amor, se poss�vel. 2) forre uma forma com os deliciosos supiros. voc� e ela estar�o a suspirar. 3) cubra os suspiros, abafando-os com morangos cortados (mas nunca mofados) e colhidos na hora - se poss�vel, � sempre bom lembrar. 4) cubra os morangos (que est�o abafando - e sabem disso) com o maravilhoso chantilly de chamilly. maravilhoso chantilly de chamilly - bata creme de leite fresco com um pouco de a��car at� voc� perceber que virou chantilly. n�o bata muito, sen�o vira manteiga. 5) leve � geladeira. para gelar, � claro. 6) n�o deixe muito tempo na geladeira, sen�o os suspiros derreter-se-�o de amores pelos morangos. e n�o � bem isso que voc� quer, n�o � mesmo?

ren� dizendo que h� bons lugares para cada um de n�s alugar: - a casa da m�e joana; - a cabana do pai tom�s; - a casa do caralho. * acabei de receber uma consulta etimol�gica (n�o, n�o pega) do dot� ren�. diz qui "casa da m�e joana" vem de "cu da m�e joana". e diz qui cu da m�e joana � uma coisa que todo mundo mete o dedo sem ser chamado. estou estupefacta.

7.10.04

a seguir, um escrito de mariana e chamilly.

Hip�teses para absolver Cam�es Hip�tese n�1 Dinamene n�o existiu. Hip�tese n�2 Dinamene perdeu-se no mar durante o naufr�gio, estando fora do alcance de Cam�es salv�-la. Quando Cam�es subiu � tona, olhou ao redor e n�o viu a amada. Sup�s que ela tivesse se afogado, e nadou para a praia com Os Lus�adas. De fato Dinamene se afogou. Hip�tese n�3 Cam�es avistou Dinamene no mar ap�s o naufr�gio e nadou em sua dire��o para salv�-la. Entretanto, como era caolho, calculou mal a dist�ncia e a dire��o, indo dar na praia com Os Lus�adas. (segue)
homenagem �s professoras que agem dois alunos meus - joice e warley, est�o escrevendo o ABC do Forr�. T� bonit�o - ou "zangado", que � como eles preferem. tinham parado na letra "M" e estavam meio sem saber como continuar. eu: - ah, gente... mas isso � f�cil... por que voc�s n�o colocam assim: "mariana" � muito linda s� vendo para ver... viu como � f�cil?... e a� voc�s continuam... a� eles morreram de rir. e a joice emendou: - ah, t�... "mariana" � muito linda s� vendo para ver s� n�o olhe muito tempo que ela assustar� voc�. sa� de fininho, claro. meu aluno da manh� j� tinha me chamado de tucano. fiz que "nem te ligo". os outros meninos pediram pra ele parar. a� ele falou comigo como se fosse a coisa mais natural do mundo: - t� zuando, n�, fessora? a fessora sabe, gente... n�, fessora? techau.