30.8.04

foto de marcelo ter�a-nada! mais? exposi��o Horn Ok Please, na etcetera.

M�dico, Operador e Parteiro. O Doutor CANTINHO, m�dico, operador e parteiro, d� consultas das 12 �s 2 horas da tarde, em sua resid�ncia ao Largo do Pal�cio n�mero 6A, onde pode ser chamado � qualquer hora do dia e da noite. Especialidades: ouvido e garganta. Aos pobres gr�tis. S�o Paulo. (A Constituinte, 03 de fev. de 1880) Perdeo-se nas ruas d'esta cidade um alfinete de am�r perfeito com pedra de diamante no meio, quem o achar pode entregar na loje de Antonio Moreira da Cruz defronte do Correio, que receber� o achado. (O Farol Paulistano, 19 de jan. de 1830) Padaria Alem� (rua de Sao Bento, n�mero 6) de Marco Belem & Loskiell: onde se achar� p�o, bolaxas d�ces e salgadas, biscoitos � moda Alem� para ch� & c.: tudo feito com muito aceio. Tamb�m se recebem carnes para assar no f�rno; e igualmente se aluga uma por��o de casas. (O Farol Paulistano, 04 de fev. de 1830) - an�ncios retirados do livro E os pre�os eram c�mmodos.

.quem fala de mim tem paix�o.

bom, esse a� de cima � o sr. michel mingote ou miguel mingote ou michel pixote. voc� pode escolher. coloquei a foto dele aqui porque eu estava vindo pra faculdade pensando nele, na poesia dele e encontrei com ele no meio do caminho. e s� agora fui me lembrar disso tudo, ao ver a foto dele no sal�o do livro. porque o menino � novo. e na verdade estava pensando nele e na poesia dele durante o fim de semana inteiro. cada vez que me deparava com o a literatura e o mal na estante da minha mo�a, me lembrava do mo�o. porque o menino � novo, mas j� tem o mal entranhado nele. t� falando desse mal, porque tem uma coisa que eu gosto muito e que est� em tudo o que ele faz: � uma esp�cie de sujeira de vida, essa coisa que a gente n�o define. a poesia dele n�o fede a a�o cir�rgico. ONTEM SONHEI QUE mi�sitis em febre, e � engra�ado porque eu senti esse mal j� no primeiro texto que ele havia mandado para o estilingue - e que foi publicado. e foi esse mesmo mal que eu vi no palco, na primeira cena do "poesia hoje": fiquei impressionad�ssima com a for�a daquele menino descabelado que gritava "quem fala de mim tem paix�o, quem fala de mim tem paix�o", como se esse fosse o refr�o do seu rap. e era mais do que isso. ele j� tem aquele perfil teatral. j� n�o v� diferen�a entre cinema m�sica poesia artes pl�sticas - tudo pode, n�o � mesmo? j� nasceu com a li��o aprendida. e a �nica coisa que faltava nele, ele agora tem: um megafone com sirene de pol�cia e tudo o mais. aguardem. o menino � novo.

29.8.04

vou terminando o meu m�s muito bem. neste agosto conversei com os meus poetas vivos preferidos - agora s� falta o ferreira gullar... (como diria minha m�e, "sonha abacaxi...") bom, o �ltimo foi o sr. m�rio chamie... ele veio a belorizontem participar do evento "o escritor por ele mesmo", do instituto moreira salles. muito diferente do que eu imaginava, ele � muit�ssimo engra�ado... fez mil trocadilhos... o inesquec�vel: "fica todo mundo preocupado com o paideuma... eu costumo dizer que eu prefiro a m�edeuma". ou, o bel�ssimo recadinho para as dele ex-namoradas: tet�ia, esque�a e sofra. e pra fechar o m�s-inferno astral legal au au au, tem quatro dias que eu n�o fumo. depois dessa informa��o, quem me conhece sabe que sim, � poss�vel que eu me encontre com ferreira gullar at� o fim do ano...

�ba dicas do sr. chacal, o rei da selva...

25.8.04

come on come on come on is such a joy come on is such a joy come on take it easy come on take it easy take it easy take it easy everybody's got something to hide except me and my monkey.

24.8.04

todo mundo vai-se casar. e eu vou-me casar comigo. n�o vai ser ao meio-dia. n�o vou assinar meio-termo. vou-me casar comigo numa tarde �mpar de novembro. n�o marcamos a hora. n�o sei ao certo o dia. j� concedi-me a honra da minha m�o. estoy noivando-me comigo. vou-me embora sem a l�ri. vou-me embora sem iai�. s� n�o corro do boitat�. (e do h�lio gravat�

francis picabia, chapeau de paille

23.8.04

cada um tem o pedreiro que merece eu estava indo pegar o �nibus depois de um ardoroso (!) dia de trabalho. um senhor pedreiro parou o seu trabalho com areia e p�. encostou-se na p� e olhou longamente para mim. pensei: "xi... l� vem....". e veio mesmo. ele disse, pausadamente: "que eleg�ncia!...". morri de rir, claro. nunca vi cantada de pedreiro t�o sutil - a cantada e o pedreiro. devia era ter agradecido.

20.8.04

tudo o que eu voc� n�s preciso precisa precisamos � amor (trecho de um poema de waly salom�o. me segura qu�eu vou dar um tro�o)

17.8.04

ningu�m me ama ningu�m me quer ningu�m me chama Nicolas Behr. (nicolas behr, baga�o)

DEPOIS DO SARAU, O SAR�-LO I. chacal � o rei da selva
perdoem-me os animais de maior juba, mas o chacal � o rei do ver�o belorizontino. um amor, uma garcinha (!), um chuchu. super gentil. desse jeito, nem precisa de capa pra virar super-poeta. II. depois dos etc vem a ala dos penetras (bruno brum) parece que o povo gostou de n�s penetras no meio daquele mundar�u de poeta porreta. abrimos o sarau pro chacal - au au au. depois veio a senhora ana elisa ribeiro, poeta m�e das armas e do seu pequerrucho, muito gentil na leitura dos poemas alheios antes dos seus. na seq��ncia apareceu o sr. �vila, que fez desaparecer o p�blico - � um novo tipo de poeta: m�gico, mas bem diferente do sr. brossa, � sempre bom lembrar. no fim, o sr. ricardo aleixo. fiquei pensando enquanto eu via/ ouvia aquilo: quando eu crescer, quero ser igual a ele. III. tietagem - chacal, eu coloquei a ep�grafe do seu primeiro livro no meu, t�? � s� pra avisar. e ele nem brigou. at� ficou feliz. IV. tem gente que acha que � easy/ mas � hard/ fazer release (chacal) ou cagaram no release ou pra n�o dizer que falei de flores al�m de alterarem o texto e tirarem a foto, inseriram esta coisa, este corpo estranh�ssimo no release do estilingue: "A publica��o configura-se como um aut�ntico e consistente instrumento do movimento estudantil, que remete o leitor �queles foram focos de resist�ncia na ditadura militar." V. me sinto feliz/ posso dizer completamente feliz (waly e macal�) o alisson foi me ver. VI. o poeta � m�e das armas (torquato neto) a iai� t� mamando na l�ri. e ningu�m reclama.

- sobre o sarau, leiam o sr. ricardo aleixo e o site do sal�o �o �o �o.

7.8.04

Bendita palavra maldita? Sarau de poesia com Chacal, Carlos �vila, Ricardo Aleixo, Ana Elisa Ribeiro, e participantes do Estilingue: literatura e arredores - Anderson Almeida, Bruno Brum, Daniel Ant�nio, Janine Resende Rocha, J�lio C�sar do Carmo, Leonardo Gon�alves, Let�cia F�res, Michel Mingote e Renata Cabral. Relan�amento do Jornal Estilingue: literatura e arredores, n� 3, jul-set. Lan�amento do Jornal Suplemento Liter�rio n� 1271, de agosto. Data: 15/08 Hor�rio: 18:30h Local: Sal�o do Livro Pavilh�o Brasil 1964-1984-2004: Abra as p�ginas desse livro

1.8.04

queria muito colocar um poeminha para al�m da ordem do bonitinho (n�o, este n�o � o nome dele...) de ma choute aqui... mas a formata��o do blogger � tao burra... e eu sou t�o incapacitada html�sticamente... que deixo pra amanh� talvez.