18.7.04

Fotografia fluvial & �gua de col�nia   Para meu punctum  Atr�s do seu olhar paira um rio antigo. Captado por um fot�grafo amador. In�cio do s�culo dezenove, veja bem. Um misto de brandura, aconchego e do�ura. Aquele amarelo da fotografia feito aquela lua que voc� gosta tanto. � noite, esqueci de dizer. E como est� muito frio, h� n�voas sobre a �gua. Isso me causa calafrios, desejos e tontura. Vertiginosamente, e voc� gosta tanto dessa palavra, escorrego para dentro dos seus suspiros. Voc� me corrige. Isso n�o � literatura, � �gua de col�nia, meu bem. Que me importa?  No meio do lago, h� um amor tranq�ilo. O mais querido. Decoro a p�gina com palavras cheias de a��car. P�o de mel, Debussy, Ravel. Quiche, bolo de cenoura � da ordem do bonitinho os meus clich�s? Fa�o uma gra�a com bergamota, Bergman e Piazzola. Tudo isso que voc� gosta.  Mas n�o � literatura o que eu fa�o aqui. � mais um vidro daquela �gua de col�nia que invento toda noite, s� para voc�, Teodora.