28.5.04

LIMINHA, A ESCRAVA QUE VIROU ESTRELA Te amo agora �s Estrelim! N�o Limim! E h� quem mais ame a tal ponto? Se amo, � por ti que ando morto. Se eu pudesse punha um ponto e N�o rimava a can��ozim. Adoidado! Alocado! Tan tristino! Tan penado! V�s o dia que alongado? Dele provo s� um pouquim. Disse: - �Juro por Deus Grande! Tem algu�m que ainda ag�ente? Se eu falei Mesquita ontem por que esperas no Moim?� �s o encanto em toda festa linda, e antes disso, esperta. Falta um p�? Quanta moeda vira j�ia ao teu pezim! Quem te ama se apaixona. Re�nes a Babil�nia. Maravilhas v�m � tona s� com uma palavrim. Como ma��zim os peitos, as bochechas, dois confeitos, dentes, p�rolas, perfeitos, e de a��car a boquim. Se dissesses algum dia �Sem jejum! Vamos � vida!�, nesse dia at� a Mesquita se trancava com cordim. Doce mais que o alfenim, eu escravo, tu raim. Em quem diz: �n�o � assim� um cascudo e um tapim. At� quando assim me tratas, me desdenhas e me escapas? Em casa largada �s tra�as, Fa�a Deus de ti e de mim, um feixim! (O cancioneiro de Ibn Quzman, zejel n.10, trad. Michel Sleiman)