LIMINHA, A ESCRAVA QUE VIROU ESTRELA
Te amo agora �s Estrelim!
N�o Limim!
E h� quem mais ame a tal ponto?
Se amo, � por ti que ando morto.
Se eu pudesse punha um ponto e
N�o rimava a can��ozim.
Adoidado! Alocado!
Tan tristino! Tan penado!
V�s o dia que alongado?
Dele provo s� um pouquim.
Disse: - �Juro por Deus Grande!
Tem algu�m que ainda ag�ente?
Se eu falei Mesquita ontem
por que esperas no Moim?�
�s o encanto em toda festa
linda, e antes disso, esperta.
Falta um p�? Quanta moeda
vira j�ia ao teu pezim!
Quem te ama se apaixona.
Re�nes a Babil�nia.
Maravilhas v�m � tona
s� com uma palavrim.
Como ma��zim os peitos,
as bochechas, dois confeitos,
dentes, p�rolas, perfeitos,
e de a��car a boquim.
Se dissesses algum dia
�Sem jejum! Vamos � vida!�,
nesse dia at� a Mesquita
se trancava com cordim.
Doce mais que o alfenim,
eu escravo, tu raim.
Em quem diz: �n�o � assim�
um cascudo e um tapim.
At� quando assim me tratas,
me desdenhas e me escapas?
Em casa largada �s tra�as,
Fa�a Deus de ti e de mim,
um feixim!
(O cancioneiro de Ibn Quzman, zejel n.10, trad. Michel Sleiman)
28.5.04
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