e o dia escorria pelas pontas dos seus cabelos de brasa se espalhando pela minha cabe�a no fim no in�cio do outro dia quis tanto um dia assim um dia uma tarde �mpar um dia como aquele que n�o teve que murchou pela primeira vez e n�o ningu�m vai nunca imaginar o que foi aquele dia s� a cara da amiga a m�e brava a cara de m�e brava que passa um pito os olhos fixos tristes amea�adores nos seus olhos e eu vi vi que aquilo n�o se faz que n�o se passam longas tardes de calor fugindo com a cabe�a de fogo incendiada que volta pousada em meus seus olhos cor de cor que nem sei o nome cor de quando olho vejo nem sei que cor me vejo nos seus olhos fugitivos olhos profundos que dan�am que enla�am que soltam lan�as de fogo sobre a minha cabe�a sobre tudo que vejo paira uma luz de lua mas n�o tem lua e voc� � a lua cor de lua que me foge cor de lua crescente cor de quarto minguante seus olhos amanhecidos noturnos seus olhos que me correm ao longe a cabe�a l�nguida que paira sobre o pesco�o de gelo a boca sente o cheiro a boca percorre sem jeito sem maneira de n�o percorrer a pele a boca o pesco�o meus pulsos meus violinos seu ramo de espinhos de n�o minha boca em seu sorriso de n�o que se deixa virar a cabe�a se derrama quando deixa o n�o a pele de boca de marfim t�o sem finito as suas m�os seu corpo que n�o se entrega que n�o tem maneira nem modo forma alguma nenhuma possibilidade meia ou inteira qualquer de que se possa de que se queira que rejeita recusa despede refuta declina a m�nima inclina��o de chegar aos seus ouvidos as palavras vazias as palavras nuas o verso o verbo que n�o se diz a palavra que n�o se diz a palavra

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